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Mostrando postagens de Maio, 2013

Dignidades (parte 4) Planetas em exaltação

Chegamos ao que seria o último episódio da série de dignidades.

Nosso trajeto foi: primeiro, avaliamos a essência dos planetas, sua pureza, com os conceitos de detrimento e domicílio. Em seguida, falamos do fundo do poço, que é a debilidade da queda. Hoje, vamos falar da exaltação.

Sair da queda para a exaltação é como se saíssemos do vale para chegarmos ao pináculo, ao cume de uma montanha. Poucos conseguem, mas a exaltação é exatamente o contrário da queda: num contexto social, indica uma pessoa que possua qualidades muito elevadas do planeta e da casa que ele rege.

O planeta sempre representará alguma faceta da existência humana. Pegue essa faceta e pense na melhor e mais elevada expressão dele, e você terá a exaltação.

Agora, mais uma vez vamos ter de desmistificar a exaltação, da mesma forma que foi feita com o domicílio, e acrescentar um dado triste: embora seja muito fácil para mim ver os atributos negativos do meu planeta em queda (mercúrio), é muito mais difícil ver os atri…

Dignidades (parte 3): planetas em queda

Retomando o tema das dignidades, vamos falar da queda dos planetas.

Eu tenho três planetas em exaltação e dois em detrimento, sendo um desses, ao mesmo tempo, em detrimento e em queda: Mercúrio em Peixes. Os treze últimos anos eu vivi sob a Firdaria de Mercúrio e, além disso, ele é o meu 'significador da alma', ou Atmakaraka. Portanto, tenho conhecimento de causa para falar de planetas em queda.

Benjamin Dykes, ao se basear nos autores que traduziu, disse que o planeta em queda indica algo que não é valorizado no seu contexto. Pode indicar um homem com baixa estima, sendo a baixa estima de acordo com as qualidades do planeta em queda.

A cada dia mais, têm-me parecido que, quando se trata de astrologia medieval ocidental, as dignidades se dividem em dois tipos:
As que indicam pureza (domicílio e detrimento)As que indicam posição social  (exaltação e queda) E, com isso, temos uma diferença fundamental entre dois tipos de dignidades, que abordarei no artigo. Vão se acostumando co…

por que astrólogos erram?

No exercício de qualquer saber, erros acontecem. A diferença é que alguns saberes são "espertos" e consideram o erro como parte dos seus sistemas.

Por exemplo, como eu falei noutros artigos, a estatística criou a margem de erro. Ou seja, quando se faz um estudo, considera-se que erros podem acontecer e, portanto, há uma porcentagem dedicada a isso

Considerar o erro como parte do sistema é uma tentativa de alcançar a perfeição. Ele deixa de ser algo 'alienígena' que invade o saber num súbito rasgo, destituído de sentido.

Normalmente, quando um astrólogo erra, é mais comum se culpar a técnica. Mas os astrólogos sérios, aqueles que estudam uma técnica ad nauseum, já perceberam que toda técnica tem uma margem de erro.

Portanto, há que se dar voz ao erro na astrologia. Se você usou a técnica da maneira correta e, mesmo assim, errou, isso não significa de modo algum que ela deva ser jogada no lixo, porque toda técnica tem sua porcentagem de acerto, que pode ser alta ou …

8 anos de astrosphera

O blogue comemorou 8 anos no dia 1º de maio. Então vamos fazer aqui uma pequena retrospectiva do seu conteúdo, que se entrelaça com as mudanças da astrologia que eu pratico.

Originalmente, este blogue começou como muitos outros, nos quais se publicam pensamentos aleatórios sobre os quotidianos dos 'blogueiros' - função essa que hoje é relegada mais ao Facebook ou ao Twitter. Hoje em dia (2013), blog é para especialista amador nalgum assunto.

Não posso dizer que fui pioneiro nessa tendência de amadorismo, porque não sei - e nem me interessa saber - se já havia um brasileiro produzindo conteúdo especializado de astrologia e publicando num blog. Com certeza, posso dizer que os sites de astrologia já abundavam.

Em 2005, era acadêmico de medicina, e foi muito breve a fase de publicar meus relatos sobre a faculdade, ou minhas poesias. Nessa época, o site se chama Plantaleão, um nome ridículo que coloquei como inspiração num sonho que tive, e que funcionava como um pseudônimo. Ado…