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Mostrando postagens de Fevereiro, 2011

Como interpretar um mapa natal e fazer previsões - Parte 2: trânsitos

Os trânsitos são a técnica menos importante da astrologia, mas isso não quer dizer que ela foi pouco usada durante o período medieval e ao longo d0 percurso da Astrologia Indiana. Quando disse que não é importante, entenda como 'não é determinante'. Os astrólogos sabiam a posição que os trânsitos ocupam na hierarquia de técnicas - uma posição importante, mas não determinante.
Nesse artigo, vamos colocar os trânsitos no seu devido lugar. E isso não tem nada a ver com subestimá-los.
Entenda o que é determinante por esse exemplo: Eu não posso dizer que o sol, ao passar pela casa 8, indicará minha morte, só porque ele rege o meu Ascendente. Isso porque o sol passa pela casa 8 todos os anos! Quanto mais um ciclo se repete ao longo da vida de uma pessoa, menos valioso ele é para definir mudanças importantes. Mas os trânsitos de Saturno, Júpiter, Urano, Netuno e Plutão, por serem lentos e se repetirem pouco, serão definidores do que acontecerá com a pessoa? Também não, mas por uma razão i…

aspectos e outras coisas da astrologia: as pistas.

Quando você estiver interpretando um planeta, algumas (muitas) dúvidas podem aparecer.
Eu diria que a dúvida mais comum é especificar o que um planeta representa para a casa onde ele está.
Um planeta na casa 8 pode representar acidentes, uma morte violenta, coisas súbitas, mas se ele estiver em aspecto com um maléfico, isso é mais certeiro.
Por outro lado, se o planeta acima estiver em aspecto com um benéfico, a tendência é que ele funcione na casa 8 como representante de heranças e/ou dinheiro de sociedades. Os aspectos servem para definir melhor o que o planeta representa. Eles não mudam a 'cor' do planeta, apenas suavizam ou a intensificam. Eu bati a cabeça muitas vezes com os aspectos e até hoje bato, mas do jeito que eu os entendo hoje é melhor... ou menos pior.
Antes dessa perspectiva, eu rezava para não encontrar aspectos, hoje eu quero mais que eles apareçam. Sem os aspectos, o planeta fica muito... incerto.
Aspectos, partes árabes, regentes das triplicidades, hyleg, alco…

As grandes conjunções (Júpiter-Saturno) Parte 3: a mudança de triplicidade

As Grandes conjunções (conjunções entre Júpiter e Saturno) constituem um elemento da Astrologia Persa que foi incorporado às práticas astrológicas ocidentais no medievo.
Elas não são oriundas do Tetrabiblos mas, a despeito da falta de respeito que tudo não-ptolomaico tem na astrologia, se mantiveram bem aceitas por séculos, talvez devido à eminência de um dos seus divulgadores, Abu Ma'shar.
As grandes conjunções são utilizadas para prever alterações na ordem mundial. Elas marcam o nascimento de profetas, ideólogos (como Karl Marx), e subseqüentemente, toda a alteração que essas novas religiões e ideologias causam na humanidade.
Mas não é só isso. Ao mudar os princípios que regem a humanidade, altera-se todo o jogo de forças geopolíticas; logo, as Grandes Conjunções também indicam mudanças no poder mundial, a queda de 'dinastias' e o surgimento de outras, etc.
Nas democracias, as 'dinastias' não vigoram mais... ao menos, não como antes (lil' bit sarcastic...). No Ma…

Sobre as Grandes Conjunções (Júpiter-Saturno) - Parte 2

Continuando nossa análise das grandes conjunções, que começou aqui nesse link.Falávamos do movimento médio e das suas implicações na escolha das conjunções, mas não entramos na interpretação destas.
Antes de interpretarmos (bota 'antes' nisso...) há que se fazer mais uma consideração: Qual mapa devemos usar para interpretar uma conjunção Júpiter-Saturno? Devido à lentidão dos trânsitos Júpiter-Saturno, era difícil saber a hora exata em que uma conjunção ocorria usando apenas tábuas de posições.
Hoje em dia, com nossos programas turbinados, basta calcular a conjunção exata de Júpiter com Saturno, mas essa não poderia ser a abordagem medieval pelo motivo já explicitado no parágrafo anterior.
Como a tradição conta com muitos exemplos de interpretação usando o método medieval, é preferível nos apegarmos a ela do que construirmos algo completamente novo, com o qual não sabemos lidar. Nosso Empirismo anda de mãos dadas com a experiência prévia dos autores como ponto de partida.
O importa…

Sobre as Grandes Conjunções (Júpiter-Saturno) - parte 1

A introdução de uma teoria das Conjunções Júpiter-Saturno na Astrologia não é Ptolomaica. Veio provavelmente do império Sassânico, e é por isso que não vemos nada do gênero até os autores persas, como Abu Ma'shar e Masha'Allah.
Em outras palavras: Enquanto Ptolomeu inicia seus trabalhos no segundo século depois de Cristo, só a partir do século VII d.C. que aparecem os primeiros registros dessa teoria.
Do que ela trata? A teoria das Grandes Conjunções fornece um modelo para entendermos as grandes mudanças da história da humanidade, nos campos ideológico, político e econômico. A teoria das Conjunções Júpiter-Saturno pode representar: O surgimento de religiões influentes como o Cristianismo e o Islamismo (esta última com inúmeros exemplos da literatura, pois os autores medievais influentes eram árabes): O surgimento de nações poderosas, ou o fortalecimento de uma nação;A ascensão de uma nova dinastia, que toma o poder de um determinado país e ganha força. Mas nem tudo são flores...

Pr…