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Mostrando postagens de Abril, 2010

Críticas a Astrologia Preditiva.

Estudar Astrologia Clássica é demarcar uma posição um tanto delicada entre Astrólogos abarrotados de concepções pós-modernas.

Prever o futuro implica, de uma certa forma, dizer que ele já está escrito. Também implica um variável grau de invariabilidade do porvir. Ou seja, por mais que eu me esforce, não posso mudar o futuro. Essa conclusão nos tira da responsável posição de agentes sobre as nossas vidas para uma posição desconfortável de apenas observador.

Com o conhecimento prévio do futuro, cria-se uma cisão. De agente, passamos a ser observador das nossas vidas. Cindidos nesse paradoxo, tentamos nos dissociar: enquanto observadores das nossas vidas, damo-nos o direito de discordar do rumo que nós, enquanto agentes, criamos para ela. Essa discordância, porém, só passou a existir na vigência do oráculo!

Paira entre muitos astrólogos a fobia às histéricas, mas a histeria só é um problema para o astrólogo que desacredita no destino e crê que poderá influenciar o rumo da vida de sua client…

as críticas ferrenhas à Astrologia

Algumas pessoas parecem se cansar da Astrologia porque não vêem muita utilidade numa coisa que descreve o que já se conhece, a saber, a vida. Curiosa e irritante essa observação para mim que sou talvez o sustentador do que seria para tal tipo de pessoa uma inutilidade.

Se não devemos aprender algo que descreva de outro modo o que já sabemos, porque então aprender uma língua estrangeira? Muitas pessoas desejam aprender inglês com o propósito de ter um bom currículo, mas isso é um propósito vazio frente ao nosso paternalista mercado de trabalho, cujos patrões contratam sempre conhecidos, mesmo sendo medíocres.

90% das pessoas que conheço não usam o inglês que aprenderam no seu trabalho, mas sim para propósitos de entretenimento, como por exemplo assistir filmes, ler livros em inglês e participar de foruns internacionais na internet. Os médicos que conheço sequer lêem artigos científicos em inglês...

Eu também, aprendo astrologia pra me divertir. É uma linguagem até poética, a dos planetas …

possessões demoníacas ou retardo mental?!

Nos livros de astrologia clássica, as possessões demoníacas, bem como os adivinhos, videntes e magos eram localizados no capítulo sobre a Casa VI, chamada de mala fortuna. A primeira impressão que se tem dessa categorização é a de que tais práticas e faculdades eram reputadas como doença. Poderíamos crer que tais coisas eram atípicas e, pela mesma razão, se atribuíam à Casa VI. O fato é que as configurações astrológicas reputadas como simbolizadoras de doença mental e possessões não eram restritas à Casa VI, mas envolviam os ângulos em configurações nefastas entre os planetas.

Assim diz o Livro de Aristóteles:
Saturno ao leste com a Lua, e Mercúrio em oposição (a ambos), com os benevolentes (vênus e Júpiter) completamente privados de um olhar (sobre o eixo Lua-Saturno-Mercúrio) geram os possuídos por espíritos ou idiotas.Se você não entendeu o linguajar acima, não se preocupe: o autor simplesmente se refere a Lua e Saturno no Ascendente, em oposição a Mercúrio no Descendente, sem nenhum…

tema transcedental: cadê meu relógio?

Esse ano, se Deus me permitir, estarei no CNA mais uma vez dando uma palestra. Como o tema do congresso será o livre arbítrio na Astrologia (ou qualquer expressão equivalente que minha memória impede de recordar literalmente), antes de pensar em dar uma chatíssima palestra de 45 minutos contendo questões filosóficas sobre as quais não passa perto de mim algum domínio (minhas citações sobre filosofia são reproduções das citações de quem leu o primo da sogra do tio do comentarista de Aristóteles), eu penso em simplesmente dar uma aula de Astrologia Horária para a platéia. Entenda por "dar uma aula de astrologia horária" como a simplificação presunçosa de "compartilhar o que sei sobre o tema", uma vez que ele - como tudo na Astrologia - é difícil em alguns pontos cabais e que os manuscritos não são muito claros em elucidar.

Por que dar uma "aula" de horária num congresso sobre livre arbítrio? Meu ponto de vista é o de que o grande mal que paira sobre os Astró…

Casas derivadas - um estudo em pdf

Baixe no link abaixo (ou clicando no título desse texto) um pequeno ensaio que demonstra uma proposta sobre como usar um elaborado sistema de derivação de Casas para saber maiores detalhes sobre temas diversos.

Esse método leva em conta os diversos pontos - planetas, lotes, significadores universais - que representem um mesmo assunto dentro de um mapa para descrever o qual é o papel de determinado planeta dentro desse tema. No exemplo desse texto, extraído da interpretação de uma natividade do século IX, o autor anônimo busca saber o papel de marte do ponto de vista do Lote do Pai, do Sol e de Saturno, todos significadores da figura paterna. Para isso ele conta casas tomando todos esses três pontos como Ascendentes do Pai e localiza marte dentro desses sub-sistemas. Com isso, o autor cria uma descrição detalhadíssima do papel de marte em relação ao pai do nativo.

A idéia acima foi resgatada pela "Astrologia Uraniana" mas na verdade já tinha sido aplicada na Astrologia Clássica…