5 de mai de 2014

Como fazer previsões corretas?

Seguirei a missão proposta no post anterior de tentar entrar no segredo da interpretação e revelá-lo aos leitores.

Na verdade, houve alguém antes de mim que falou tudo que era necessário, mas pecou por ser prolixo. Seu nome é Morin de Villefranche, e eu recomendo que o leitor acesse sua obra. Mas a leitura de um blogue tem de ser fácil e direta, e receio que os leitores prefiram primeiro terminar de ler esse artigo.

O estudante que deseja prever o futuro precisa encarar as técnicas de previsão sob a ótica da simplicidade, senão ele se perderá em conceitos vagos e dezenas de configurações.

Manter o foco nunca foi tão importante. Mas como se chega a ele? A receita é muito simples, embora trabalhosa.

Começo a receita dizendo que todo o mapa natal é um potencial que precisa acontecer por intermédio das técnicas preditivas. Se não estiver no mapa natal, não vai acontecer. Isso você já sabe. Mas como ver se o potencial se realizará?

Analisar o mapa natal é algo muito difícil, eu sei. Mas aqui vão algumas dicas e, para entendê-las, é preciso começar com um exemplo não do mapa natal, mas de uma direção primária, técnica preditiva comum na astrologia medieval.

Suponha que você vai passar pela direção Ascendente trígono vênus. Suponha também, para facilitar, que vênus rege a sua casa 7 natal - assim, ela tem um duplo testemunho para casamento: por reger a 7 e, bem, por ser Vênus.

Essa direção indica um momento propício para relacionamentos e, provavelmente, um casamento - mas será que o mapa natal promete isso?

Para saber isso, analisa-se tudo que signifique casamento: casa 7 e seu regente, Vênus, Lote do Casamento... Se tudo (ou quase tudo) estiver aflito, a pessoa não vai se casar, ou se casará muito tarde na vida. Dica: o pior tipo de aflição é a combustão e, se o regente da 7 e/ou Vênus estiverem assim, a pessoa normalmente não se casa. Já vi casos de Vênus em combustão nos quais a pessoa se casou - mas Vênus era recebida pelo Sol (Áries).

Se você olhou o mapa e confirmou que não há nada indicando celibato, podemos supor que a direção acima é um indicador de casamento, mas não podemos falar com certeza ainda. Por quê? As direções não acontecem sem uma revolução que signifique a mesma coisa.

Segundo Morin, as direções primárias são metade ativas, metade passivas: ativas porque elas é quem começam a realizar o potencial mapa natal; passivas porque dependem de uma revolução solar para que o eventos prometidos por elas aconteçam.

Tenho certeza que foi só falar em Revolução Solar para que alguns leitores gelassem. Eu também me gelava, porque achava muito difícil de interpretar e nunca dava os resultados esperados. Mas meus estudos da obra de Morin tem compensado o esforço, e hoje vejo que esse meu medo era falta de uma simplificação conceitual que funcione.

Com uma direção que possa indicar casamento, qualquer sinal similar numa revolução é bem vindo. De preferência, sem aflições - porque aí vai indicar que a noiva foge da cerimônia, ou qualquer outra desgraça que não queremos.

Agora, você precisa saber como interpretar uma Revolução Solar para achar os sinais que eu falei acima. Discorrerei mais a respeito no próximo post, mas já posso adiantar o conceito simples e primordial que, se seguido, faz com que o astrólogo nunca se perca diante de uma Revolução, ou Progressão, ou seja lá o que for:

Na revolução, qualquer coisa que signifique o nativo deve estar em contato com qualquer coisa que signifique o evento.

No próximo artigo, vamos ver como funciona.

3 comentários:

  1. Eu pessoalmente acho que você foi muito bem na analise do RS do SEnna!
    http://www.astrologiatradicional.com.br/blog/blog/2014/05/05/morte-de-ayrton-senna-parte-2/

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  2. Acabei de descobrir que, provavelmente, não irei me casar. Regente da 7a combusto na 5, e o regente do lote do casamento é o Sol, em queda. Humpf. ):

    Mas tudo fica tão melhor quando é simplificado, como as direções primárias.

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