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Dignidades (parte 3): planetas em queda

Retomando o tema das dignidades, vamos falar da queda dos planetas.

Eu tenho três planetas em exaltação e dois em detrimento, sendo um desses, ao mesmo tempo, em detrimento e em queda: Mercúrio em Peixes. Os treze últimos anos eu vivi sob a Firdaria de Mercúrio e, além disso, ele é o meu 'significador da alma', ou Atmakaraka. Portanto, tenho conhecimento de causa para falar de planetas em queda.

Benjamin Dykes, ao se basear nos autores que traduziu, disse que o planeta em queda indica algo que não é valorizado no seu contexto. Pode indicar um homem com baixa estima, sendo a baixa estima de acordo com as qualidades do planeta em queda.

A cada dia mais, têm-me parecido que, quando se trata de astrologia medieval ocidental, as dignidades se dividem em dois tipos:
  • As que indicam pureza (domicílio e detrimento)
  • As que indicam posição social  (exaltação e queda)
E, com isso, temos uma diferença fundamental entre dois tipos de dignidades, que abordarei no artigo. Vão se acostumando com as duas frases a seguir:
Quando se deseja saber se uma coisa é pura ou misturada, se utiliza o Domicílio ou Detrimento. 
Quando se deseja saber se uma coisa é socialmente elevada ou não, se utiliza Exaltação e Queda
 Hoje nós vamos falar da queda para entender, de uma vez por todas, o que seria essa 'condição social'. Quando eu descrever a Firdaria de Mercúrio que eu vivi, você vai entender.

Baixa estima estudantil.

Não quero transformar esse blogue num livro de confissões porque soaria patético, mas alguns exemplos são necessários para se entender conceitos astrológicos e, como eu tenho certeza de que não processarei a mim mesmo no futuro, nada melhor do que contar um período da minha vida, de 27/03/2000 a 27/03/2013.

No ano 2000, eu me preparei para o vestibular de medicina e consegui entrar na Universidade Federal Fluminense em 2001, me formando dentro do prazo mínimo estimado. Devido a um pequeno atraso da entrega da monografia e à minha fratura de tíbia em novembro de 2007, eu fui receber o diploma apenas em janeiro de 2008.

Posso dizer que, durante muito tempo, senti uma sensação de menos-valia dentro da faculdade, porque via as pessoas tirando notas maiores que as minhas e, ao mesmo tempo, pareciam ter algum esboço de vida social, enquanto eu, com os recursos parcos que possuía, sempre tinha de decidir entre estudo, lazer ou interesses intelectuais alternativos, quase sempre decidindo pelos últimos, devido a minha imensa dificuldade de se adotar um método de estudo eficaz e constante.

Com toda minha capacidade organizacional precária, eu posso me gabar que não repeti nenhum período na faculdade.  Só que o meu desempenho era sempre inferior aos dos meus colegas, mas nada que me reprovasse. Entretanto, numa turma onde só se tiravam notas entre 8 e 9,5 (professor universitário não acha chic dar 10), a nota 6,5  não soava muito bem.

Aquilo me perturbava. O conflito psicológico que tinha pode parecer muito bobo, mas dediquei horas e horas de psicanálise a tentar entender porque não conseguia ser um aluno aplicado na faculdade. Seria um sintoma de que não estava onde queria? Deveria largar a faculdade? Mas seria o quê em troca? Apenas astrólogo? E se eu trocasse de profissão e me deparasse com a mesma falta de praticidade? Todas as alternativas me soavam distantes demais, e eu concluía, desgostosamente, que precisava me focar no presente e tentar ser mais pragmático.

Nunca vou saber se os meus colegas estudavam muito mais que eu, se eram pessoas superdotadas, ou se eram espertos e liam apenas o que ia cair na prova. De fato, notava que havia um procedimento, muito comum, de se fotocopiar o caderno de uma das alunas.  Era a melhor coisa a ser feita, porque o professor sempre coloca na prova o que ele se lembra de ter falado, excluindo todas as notas de rodapé e informações - ainda que relevantes - contidas nos livros universitários. Infelizmente, eu não conseguia ter a coragem de pedir o caderninho das colegas, por não ser amigo delas e por me sentir culpado de me apropriar do esforço alheio. Estóico, preferia ler os grossos livros de medicina, e é claro que não conseguia ler o suficiente antes da prova. Com isso, à altura da prova, eu sabia muito bem apenas um trecho da matéria. Não precisa ser nenhum sherlock para deduzir que minha nota não poderia ser alta.

Eu, que sempre fui acostumado a ser um dos primeiros da turma, a pegar os conceitos no ar antes de todo mundo, durante seis anos vi que tudo aquilo soava como uma sensação deveras ilusória. Descobri, com o ego bastante ferido, que havia um mundo lá fora de pessoas mais inteligentes que eu, das formas mais improváveis. Meu choque tinha uma causa: eu confundia intelectualidade (a articulação de idéias com algum propósito) com inteligência (a capacidade de resolver problemas).

Muitas dessas pessoas, dentre as melhores alunas da faculdade de medicina, eram inteligentes, mas não intelectualizadas. Ao contrário: pelo que percebia, não lidavam muito bem com abstrações de conceitos, tendo uma inteligência quase algoritmica. Talvez só tivessem lido Machado de Assis porque seus professores de literatura ordenaram e, se liam jornal, era para se ter idéia de dissertação no vestibular. Não à toa estas pessoas serem os melhores alunos: tudo que fizeram a vida inteira orbitava em torno do momento que viviam: a faculdade de medicina.

Na faculdade, eu me achava uma pessoa interessante. Gostava de ler, de astrologia, desenhava, pintava, ouvia rock, música clássica, MPB,  fazia poesia, tive banda, compunha músicas, gravei um disco... Tinha múltiplos interesses genuínos, e me achava o máximo por ser assim, quase um renascentista contemporâneo. Ao ver esses alunos 'brilhantes', era claro que subia em mim um recalque travestido de vaidade. Logo vi a racionalização capenga que montava para mim mesmo, achei feia e muito longe do modelo de pessoa que desejava ser.

Ao perceber a inutilidade da minha jactância em ser renaissance man, fui de um extremo ao outro: comecei a me achar um merda, um ser menor do que todas as pessoas da faculdade, que eram muito mais simples que eu e no entanto muito mais eficazes nas suas vidas. Achava que tinha um parafuso a menos, e até me indagava se poderia mesmo exercer a medicina um dia.

Vocês acabaram de ter uma bela aula de Mercúrio em Peixes, que ilustra na prática descrições contidas em livros de mil e duzentos anos atrás. Nesses livros, as coisas soam contraditórias, mas meu exemplo mostra que podem coexistir: Ao mesmo tempo que Mercúrio em Peixes é considerado excelente para lidar com questões intelectuais, se trata do signo da humilhação de mercúrio - termo um pouco dramático: nunca sofri humilhações por tirar notas menores que os outros na faculdade, mas sentia vergonha.

Na astrologia indiana, mercúrio é do elemento terra, e não ar. A Terra lida com a questão incômoda da organização e da versatilidade: dividir o tempo, ter visão crítica para saber o que você pode fazer e o que não pode, e usar os instrumentos que você tem em mãos da maneira mais eficaz.  Fazendo uma faculdade com provas a cada 2 semanas, era proibitivo estudar 10 capítulos enormes para uma prova, sabendo que haveria outra prova daqui a uma semana. Mais fácil e eficaz seria criar coragem e pedir pra copiar o caderno da aluninha, que tinha tudo que o professor daria na prova. Com mercúrio em queda, praticidade sempre foi um artigo de luxo na minha vida...

Conclusão

Quando se diz que um 'planeta em queda indica alguma coisa de posição social inferior', é preciso contextualizar isso na vida do nativo. Posição social inferior nem sempre quer dizer 'ser miserável' ou 'ter menos dinheiro que todo mundo da sala de aula'. Quando entrei na Firdaria de Mercúrio em queda, eu não virei um indigente que pedia dinheiro na porta do shopping. A 'posição inferior' se refere somente às qualidades representadas pelo planeta em queda. No meu caso, mercúrio em queda mostrava claramente minha incapacidade de ser organizado e eficaz (coisas indicadas por ele) fazendo-me sentir uma pessoa inferior às outras.



Comentários

  1. História ultra semelhante à minha, mas, no meu caso, não é (ou não parece ser) devido a Mercúrio (cuja firdaria eu vivo no momento), mas sim com o fato de o regente do meu Lagna estar não apenas em queda, mas justamente no seu grau de máxima queda: Júpiter (que naturalmente tem a ver com universidades e estudos superiores em geral) no quinto grau de Capricórnio (isso em Jyotisha, não me lembro se na ocidental é no quinto grau também). O porém é que comecei a vivenciar algo semelhante a isso que você descreveu apenas quando entrei na faculdade pela primeira vez, ou seja, justamente quando a firdaria de Mercúrio começou. E o meu Mercúrio não está tão ruim assim. Está apenas conjunto a Júpiter (signos inteiros, estando ambos no 11º signo) e sofre uma quadratura exata com a Lua.

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  2. Obrigado pelo artigo Rodolfo, ajuda a expandir o conceito de queda (neecha). Posso relatar um episódio meu, também ligado a estudos. Tenho Vênus debilitada na quarta casa (Formação básica) da D-24 com Gulika e A6. Sempre tive problemas com meninas na escola, nunca dei sorte e cheguei a sofrer com difamações de uma menina na quinta série e de uma forma geral sempre tive uma auto-estima baixa no colégio porque era o único descabeçado que fumava (hoje não mais) e era tido como vagabundo (também, hoje não mais rs). Me sentia inseguro e sem retorno afetivo. Minha formação básica foi uma porcaria, era realmente vagabundo e na época não só fumava como estava envolvido com drogas (nada grave). Por fim, isto vai de encontro com meus estudos informais (casa 5), que sempre fui muito aplicado e independente (Saturno exaltado na 5 da Siddhamsa).

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  3. @Márcio

    Nunca é bom estar conjunto a um planeta em queda. Os medievais consideram que, quando um planeta A se aplica a B, ele compromete sua disposição e virtude a B, que passa a dispor dos assuntos de A. Assim, mesmo que esteja longe de Júpiter em queda, se Mercúrio-A se aplica a Júpiter-B, este vai reger as coisas significadas por Mercúrio. E aí teremos uma situação muito parecida com a minha... Mercúrio indiretamente em queda.

    Veja se Mercúrio e Júpiter estão conjuntos pela média das suas orbes (Mercúrio tem 6° de orbe, Júpiter 9°, média das orbes 7°30') e em aspecto aplicativo.

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  4. @Guilherme

    Você nasceu de dia ou de noite? se nasceu de dia, a Firdaria de Vênus estava ativada durante esse tempo todo que você estava na escola, e isso faz mais sentido ainda. Se foi de noite, seria a Firdaria de Saturno...

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  5. Nasci de dia mesmo, corresponde. As dificuldades foram ao longo de toda a formação básica, podemos colocar dos primeiros anos de vida até 2009.

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  6. Não. Eles estão bem longe um do outro e se separando: Mercúrio a 29º06' e Júpiter a 4º02'. Até a quadratura de Mercúrio com a Lua que eu mencionei é separativa (Lua a 29º29' de Áries). Fora isso, não vejo outra aflição a Mercúrio, fora o fato de ele estar prestes a mudar de signo.

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  7. Ops! O anônimo daí de cima sou eu.

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  8. No caso do Guilherme, é bom ver que zodíaco ele usa, já que ele fala em Jyotisha.

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  9. Acho que agora estou entrando no "groove" da coisa. Compartilho de experiências parecidas com Rodolfo e com Guilherme! Aliás, tenho Vênus em queda na 4a também, já passei por situações parecidas com a do Guilherme hehe... Todo o relato do Rodolfo sobre o mercúrio em queda e os estudos é mais ou menos como é pra mim com vênus em seus assuntos amorosos! :)

    Agora, com relação a conjunção dada entre um planeta em queda e outro ser ruim vale também para o Sol, Rodolfo?

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  10. @Marcio

    Se a lua aspecta mercúrio, você tem dificuldades emocionais e psicológicas afetando a sua organização. Isso segundo a Jyotisha. Mesmo que a Lua não seja maléfica no seu mapa (minguante), só o fato dela se aplicar a mercúrio desestabiliza ele, porque a Lua é inimiga de Mercúrio.


    @Ronny

    Isso vale para qualquer planeta. No caso do Sol, é pior ainda, porque o planeta se aplicando a ele estaria em combustão também. Soma-se a isso que a orbe do sol é a maior de todos os planetas, 15°...

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  11. @Marcio

    Esqueci de responder, aí vai: O Guilherme usa o zodíaco sideral sim. Pode haver muitas coincidências, e muitas diferenças. De qualquer forma, com essa Firdaria ruim de Vênus que ele viveu, a Vênus dele deve também estar ruim, por outras razões, também no zodíaco tropical...

    Por exemplo, meu Saturno é o planeta mais forte em ambos os zodíacos, por Shad Bala.

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  12. Sob a ótica da astrologia ocidental, essa quadratura Lua-Mercúrio, dada a sua exatidão (apesar de ser separativa), me afeta de forma crítica. Eu tenho Déficit de Atenção (eu ri quando vc mandou a gente tomar ritalina no outro post :) ) e TOC, fato que eu sempre vi através desse aspecto, uma vez que ambos os planetas (além do senhor do ASC) são os que mais testemunham sobre esse tipo de coisa.

    Em Jyotisha, porém, descobri que não há aspecto entre eles, já que ambos só fazem aspecto por oposição e por conjunção, e Áries não aspecta Capricórnio.

    A Lua Nova é considerada maléfica ou benéfica?

    Na questão das relações planetárias, isso vale pra aspectos tb? Pensei que era só pra ver a dignidade de um planeta com relação ao signo que ele ocupa. No caso, minha Lua está em signo de inimigo (relação composta). Meu Marte está em Escorpião na 9, em conjunção a Saturno. Está "faminto", portanto. O que seria, com mais exatidão, um planeta faminto? Vc mencionou rapidamente esse termo em um de seus videos do Astrosphera, falando justamente do seu Marte. Isso se aplica apenas a Marte, ou a qualquer planeta que esteja conjunto a alguém que não goste? Se for o caso, minha Vênus também está faminta, pois é outra que está em Capricórnio, com Júpiter em queda. Tadinho do meu Júpiter. :(

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  13. Ah! E meu Mercúrio tb estaria faminto! Meu Júpiter foi atirado aos leões! rs

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  14. Mario viajando e querendo consulta grátis...

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  15. @Marcio

    A Lua nova, se acabou de se separar do sol, é benéfica, mas muito fraca, por ter nenhum brilho (Paksha Bala)

    Lamento lhe informar, que a maneira que os jyotishas ensinam aspectos de Parasara hoje é simplificada e errônea... Provavelmente você tem um aspecto de 75% de força entre Lua e Mercúrio, o que é muito significativo.

    As relações planetárias em aspecto valem também. Um planeta aspectado pelo seu inimigo é considerado faminto também.

    Se sua Vênus for aspectada por um inimigo dela, também se encontra faminta. Júpiter não é inimigo dela porque Vênus se exalta num dos seus signos, mas Vênus é inimiga de Júpiter e pode ferrá-lo. Depende da força do aspecto.

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  16. 0k, Rodolfo. Obrigado pela atenção. Agora, deixemos o meu mapa de lado, pra evitar mais interpretações maliciosas de indivíduos tammasik, que nem sabem ler direito. rs

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  17. Essa dos aspectos, de fato, acho muito reducionista não calcula-los e hoje os calculo. Aprendi isso com o Vault of heaven e tenho que concordar. Mas quanto ao dizer de que o sideral funciona menos que o tropical, isso não concordo, tenho excelentes resultados com o sideral e acho que é só uma questão de olhar o mesmo cenário de um ângulo diferente.

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  18. Específicando o controle da natalidade em planetas famintos, como se aplicaria para firdária de Abu'Mashar?














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  19. não consegui entender o termo 'controle de natalidade' dentro do contexto que você me diz.

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  20. Olha , eu tenho Mercúrio domiciliado em Gêmeos: em conjunção com Vênus
    Aflito(Quadratura com Marte e Oposição com Saturno).Ele é o planeta Oriental da Carta.Encontra-se, também, em antíscia com o Sol em Câncer.
    Me identifiquei com muitos pontos da sua história..Tenho muita insegurança nos assuntos “mercuriais” mas não demonstro.Tenho uma “fachada” muito segura rsrs
    Talvez aí esteja o beneficio do domicílio:A IMAGEM

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