22/08/2011
O maior cliente das horárias que faço sou eu mesmo. Tenho um grande banco de dados com todas as minhas perguntas, o que me permite analisar as teorias astrológicas que funcionam e as que não funcionam pelo estudo retrospectivo dos mapas que levantei.

Essa é a melhor consequência de se praticar horária: quando você souber o desfecho da pergunta, saberá a verdade da astrologia e desmentirá qualquer regra furada criada em dois mil anos de tradição.

O grande problema de se fazer horárias para si é a ansiedade. Enquanto a questão não se resolver, talvez você fará a mesma pergunta mais de uma vez. E aí que você pode se deparar com um funcionamento fascinante do céu: quase todas as vezes em que eu levantei um mapa novamente para uma questão já levantada antes, o segundo mapa geralmente deu a mesma resposta. Só que nem sempre foi assim... e controvérsias surgiram...

Masha'Allah dizia que não é bom que o astrólogo faça mapas para si mesmos, mas eu acredito que isso tenha uma razão mais lógica. Na época de Masha'Allah, o astrólogo tinha o céu do momento memorizado na sua cabeça. Essa memorização trazia o perigo do astrólogo manipular o melhor momento de se fazer uma pergunta para se obter o melhor resultado, estragando o fator 'aleatoriedade' que garante o sucesso de qualquer oráculo. Eu nunca levei essa regra a sério porque tenho uma amnésia celeste constante e sempre tenho de ver o céu do momento em programas de computador...

E quando houver controvérsia, qual deles será o correto? O primeiro ou o segundo mapa? Esta é uma questão cansativa e, a meu ver, desnecessária. Tanto na primeira quanto na segunda, se você não usou um horário fundamentado, a chance do mapa dar errado é maior.

Atenção: As regras abaixo são aplicáveis apenas às horárias que você julgará para si. Para horárias solicitadas por clientes, mantém-se a regra tradicional do horário em que o astrólogo toma conhecimento da pergunta.

O instante da pergunta precisa ser bem fundamentado e a melhor maneira de você escolhê-lo, se fizer uma pergunta que você mesmo responderá, é anotar o horário em que o problema surgiu de um modo mais concreto.

Por exemplo: se você estiver se divorciando e precisar alugar um apartamento, certamente vai colocar como o instante da pergunta o momento em que ela surgiu na sua mente. Essa abordagem pode funcionar muito mas, se você quer algo mais palpável, experimente a data e a hora em que a questão surgiu por você e o ex-parceiro numa discussão, ou a hora do primeiro contato com a corretora.

Um outro exemplo é quando você está com vontade de comprar um carro. Vai pensar nisso a cada minuto se for um apaixonado por carros, então perderá completamente o referencial de um horário fidedigno. A melhor coisa seria o horário em que vai à concessionária de veículos ver um carro em potencial. Essa abordagem é melhor porque há uma atitude palpável, que é a ida à concessionária e o contato com o vendedor. Além disso, pode especificar a pergunta ao carro que está vendo no momento, a menos que sua pergunta seja "um dia terei um carro?" - coisa aliás que não recomendo. Para perguntas inespecíficas assim, é melhor estudar o mapa natal...

Nessa técnica, é importante que a aleatoriedade esteja sempre presente. horários rotineiros ou agendados tem uma chance muito maior de não representarem fidedignamente a questão.

Muitas pessoas lhe pressionarão a julgar o horário em que eles fizeram a pergunta a si mesmos, mas essa abordagem é errada a meu ver. Isso surgiu no orkut brasileiro, não corresponde à prática tradicional e caso o cliente insistir no horário dele, você pode sugerir que ele mesmo interprete a horária...


15/08/2011
Há algumas dúvidas quanto à simbologia dos planetas, e portanto vou dar alguns exemplos para que os leitores entendam. Antes disso, porém, uma discussão sobre o modo como lidamos com a nossa ignorância pode ser profícua.

Um planeta representa coisas conforme a sua natureza sempre, porém, existem dois tipos de coisas na prática:
  1. Aquelas coisas que são óbvias para nós que o planeta represente, porque elas tem a ver com o modo pelo qual o compreendemos.
  2. Coisas que o planeta representa mas que não temos a mínima idéia das razões subjacentes.
Algumas coisas que o planeta indica são fáceis de entendermos. Por exemplo, marte na jyotisha representa o movimento porque ele é um planeta ligado ao elemento fogo. O calor agita as moléculas e as movimenta, em contraste com o frio. Até aí nada demais.

Só que a segunda categoria de coisas são demasiadamente confusas para entendermos. E o pior é que elas funcionam na prática! como entender isso?

Por exemplo, dentre as classificações de Parasara, ele atribui a marte a significação da mãe. Além da Lua, Marte em alguns mapas pode mostrar como é a mãe do nativo, principalmente se marte for mais forte que a Lua.

Pense bem: a priori, para nós, ocidentais, marte não tem nada a ver com a mãe. Só que, como tudo na vida, é muito fácil deduzirmos associações entre marte e a mãe a posteriori.

Por exemplo: tem gente que vai dizer que marte representa "a mãe no seu papel protetor do filho, e por isso ele tem tudo a ver com o arquétipo materno". Esse belo exercício de associação pode ser estendido a qualquer planeta, e por isso eu acho um pouco estéril ficarmos tentando justificar as coisas sempre.

Eu poderia dizer que Júpiter representa a mãe porque ele é o 'orientador' do filho, mas isso será falso. Júpiter não representa a mãe, mesmo que ela seja uma pessoa muito espiritualizada. Se ela for assim, será por outras razões. (A exceção para tudo isso acontecerá obviamente quando Júpiter reger a casa 4, mas isso não vem ao caso no momento...)

É por isso que a Astrologia tem um componente de fé também. Existem muitas coisas dentro da Astrologia que exercemos mas cujas razões desconhecemos ou ainda não as entendemos inteiramente. É no exercício dessa fé, porém, que continuamos a aplicá-las.

Portanto, quando você perceber uma coisa que não entende, experimente aplicá-la e ver se ela funciona. É claro que você precisa escolher bem a autoridade na qual se baseia, pois a nossa fé não precisa ser cega. Não é qualquer charlatão que deve ser seguido porque tem a fala autoritária e um rebanho de histéricos. Pesquise as referências. Conheça o background dos astrólogos. A tradição astrológica pode ser um excelente lastro.

Vou terminar esse post dizendo que estou muito insatisfeito com a falta de conhecimento que os falantes da língua portuguesa tem da jyotisha e que penso seriamente em maneiras de torná-la mais acessível. Já indiquei aqui o site do Ernst Wilhelm, mas tem muita gente que reclama de não dominar o inglês e portanto vai 'boiar' sumariamente nas aulas em mp3 que ele vende. Acho que uma solução definitiva seria criar aulas em vídeos em português com tudo que aprendi com Ernst, mas isso requerirá tempo e paciência dos leitores.

Até lá, vamos nos falando via fórum e email. Tirem suas dúvidas no fórum. Eu não postarei sempre lá porque acho meio chata a formatação, mas sempre que você postar uma dúvida lá eu serei avisado por email.

09/08/2011
Se você clicar no link acima, entrará no Forum que administro. O link para ele se encontra no título dessa postagem.

Os passos para se inscrever são simples:
  1. Na barra de links rosa choque, clique em 'Registrar-se'
  2. Aceite os termos de responsabilidade
  3. Crie um nome e uma senha e coloque seu email
  4. Confirme a senha
  5. Ative a conta clicando no link dentro do email que eles mandarão para o email que você deu
04/08/2011
Caros leitores,

Um recurso valioso que eu deixei de lado por muito tempo é o Forum do Astrosphera. Ali, os interessados podiam mandar suas perguntas, poderíamos estudar casos juntos...


Acho que deixei de lado por achar na época que a postagem dos tópicos era deveras trabalhosa. Estou pensando em retomar o fórum porque já chegamos num nível no qual eu preciso do feedback dos leitores. Não adianta nada eu ficar aqui escrevendo para as paredes entenderem. Estando lá, o leitor pode mostrar claramente o que não entendeu e eu poderia responder mais que imediatamente.

Então, de hoje em diante vou dar uma atenção maior ao Fórum e tentarei associá-lo ao blogue. Quando houver um artigo que exija muitos conceitos paralelos, ele será postado no Fórum e vocês terão a chance de aprender lá.
03/08/2011
Apesar de gostar de desafios, há que se admitir que eles são um pouco frustrantes se não notarmos progresso. Assim era a minha postura em relação ao aprendizado das revoluções solares. Entretanto, estou fazendo um curso de Varshaphala (como as revoluções são conhecidas na Índia) e fiquei um pouco mais empolgado em estudar essa técnica.

As revoluções solares podem ser estudadas de várias formas, mas aquela pela qual você começará tem de ser simples e didática. Se já é difícil interpretar um mapa, quiçá dois ao mesmo tempo, de modo comparativo... É por isso que me desanima muito o modo pelo qual Morin e todos os astrólogos que se inspiram nele estudam as revoluções.

Morin é um gênio, e sou um NADA para desmerecer a obra dele, só que o tipo de análise que ele sugere não é adequada a iniciantes ou a astrólogos com transtorno de déficit de atenção, ou a astrólogos que não possuam QI de um gênio. Por isso que abandonei momentaneamente seu modo de analisar revoluções e prefiro algo mais ao meu alcance.

A primeira inovação que uma pessoa frustrada com Revoluções pode adotar - e será um passo incrível a meu ver - é JULGAR A REVOLUÇÃO ISOLADAMENTE E ESQUECER O MAPA NATAL. Isso mesmo. Com essa medida, eu entro em contradição com tudo que escrevi nesse blogue desde o início...

Eu sempre defendi que a revolução deve ser analisada tomando-se como base o mapa natal. Fato. Mas também o modo como eu analiso as revoluções hoje me permite agir diferentemente. Antes, eu não sabia um terço do que sei hoje sobre revoluções e portanto eu nunca mais analisarei a revolução isoladamente da mesma forma que há dois ou três anos atrás. Em outras palavras: hoje eu tenho elementos que me permitem analisar a revolução isoladamente. Uma dessas coisas são maneiras de se saber quais planetas são mais importantes e indicam os temas mais importantes do ano.

A revolução tem planetas que são mais importantes do que outros. Não podemos simplesmente analisá-la toda e dizer que tudo vai acontecer e que tudo será importante, porque não será. Existem três planetas muito importantes:

  • O regente do ano: esse é difícil de encontrar sem a ajuda do computador. Trata-se de um planeta mais forte eleito dentre cinco candidatos e que precisa aspectar o ascendente da revolução.
  • O regente da profecção (munthahá): os indianos chamam a profecção de muntha, mas na verdade o nome correto é munthahá, que - vejam só - é o mesmo nome pelo qual os árabes chamam a técnica... A profecção é simples: o Ascendente percorre, imaginariamente, 30° a cada ano. Se o meu ascendente natal é em 17° Áries, o meu segundo ano de vida terá como profecção o Ascendente em 17° Touro. O regente da munthahá é um planeta muito importante.
  • Regente do Ascendente da Revolução - outro planeta importantíssimo também e que dispensa comentários.
Existem outros planetas importantes também, porém esses são suficientes por hora.

Sabendo quais são esses planetas, deve-se notar as casas onde eles caem. Por exemplo: se o planeta estiver na casa 2, o ano pode trazer questões ligadas a família, responsabilidades, amigos, todos significados indianos da casa 2, além de dinheiro, bens que a pessoa guarde. Para muitas pessoas, essa análise será suficiente. Mas ela possui uma falha, para os mais obsessivos...

A falha é a seguinte: a casa 2 rege vários assuntos. Como saber quais deles serão mais importantes? O ano pode ter questões ligadas a amigos, porém nenhuma questão financeira importante, sendo ambos os temas relacionados à casa 2. Como diferenciar? É aí que entram as PARTES ÁRABES...

Os indianos também usam as partes árabes, só que eles chamam de um nome próximo ao nome original em árabe: Saham (o nome original é Sahim). O modo de calcular dos indianos é diferente também e por isso eu recomendo que não usem lotes achados no Solar Fire com técnicas indianas, porque os lotes do SF são calculados da maneira ocidental...

Usando as Sahams, nós temos uma certeza maior do que o ano espera. Se o regente do ano cair na casa 7, ele pode se referir tanto a parcerias sexuais quanto a negócios. É pelo estudo das Sahams que teremos certeza do que o ano se refere mais. Assim, se a Saham dos negócios estiver mais ativada do que a Saham do Casamento, isso nos permite dizer com uma certeza maior de que o ano terá questões referentes a negócios, e não a Casamento.

Esse é um artigo introdutório e recomendo com entusiasmo que o leitor faça o curso de Ernst Wilhelm para dominar essa técnica, que pode ser mais útil do que muitos astrólogos experientes podem supor. Se der tempo, colocarei mais um artigo com outras dicas.
02/08/2011
Eu estou meio perdido para tentar passar ao leitor o que aprendo. Talvez por isso tanto tempo sem postar aqui...

Eu vou tentar passar brevemente um resumo do que você deve esperar da astrologia indiana. Sem dúvida ela é a astrologia mais complexa que surgiu na face da Terra, mas você precisa começar direitinho senão será tão medíocre quanto qualquer outra.

A maioria dos elementos da astrologia indiana funcionam de um modo muito similar aos da astrologia ocidental. A diferença reside nos meios. Por exemplo, os aspectos: eles são computados de forma diferente. Você pode não entender como eles são computados e ainda assim praticar
astrologia, desde que você aceite as coisas como elas são sem questionar muito. Na verdade, qualquer livro introdutório decente tende a explicar os rudimentos da teoria.

Por exemplo, existem dois tipos de aspecto:
  • Aspecto por signo
  • Aspecto planetário
Os aspectos por signo são "tudo ou nada" e recíprocos. Capricórnio aspecta Leão e vice versa (taí a reciprocidade) sendo o aspecto de 100%, ou seja, ou se aspecta completamente ou não. É tudo ou nada. Se um planeta não estiver em Leão, mas em Câncer, este signo não aspecta Capricórnio e logo o aspecto é de 0%.

Os aspectos planetários não são recíprocos e podem ser parciais. A parcialidade do aspecto é numericamente observável - o aspecto completo recebe 60 pontos (virupas) e os parciais uma medida inferior a essa. Quando digo que o aspecto não é recíproco, podemos ter casos nos quais Júpiter aspecta a Lua, porém a Lua não aspecta Júpiter.

Os aspectos planetários são usados principalmente na astrologia de Parasara, em técnicas preditivas. Os aspectos de signo na astrologia Jaimini e para vermos 'yogas'. O yoga é uma combinação de planetas que indica algum traço comportamental ou mundano da vida da pessoa, e por isso os yogas são vistos por aspectos de signo, pois são tudo ou nada: ou a pessoa é assim, ou não é.

No exemplo da foto você pode ver o meu mapa calculado sob diferentes subdivisões do zodíaco. No canto inferior direito pode ver que estou vivendo o Dasha da Lua. Os dashas são divisões do tempo cuja administração é atribuída a um planeta do mapa natal. O planeta administra um determinado período de tempo e é pela avaliação da sua condição que avaliaremos como estará o indivíduo naquele tempo.

Na tabela 'aspects to Bhava Chalita' podemos ver os aspectos que os planetas fazem às cúspides das casas. Como esses aspectos são avaliados numericamente, dá pra ver que estamos falando de aspectos planetários. A Lua é um planeta que aspecta fortemente a cúspide da casa 8, com quase 60 pontos (52 no total). Isso significa que ela influencia grandemente a Casa 8 e terá um papel importante sobre ela durante todo o período em que o Dasha da Lua estiver ativo.

Nós vamos analisar a Casa 8 como um exemplo porque a Lua aspecta ela com mais força do que as outras, entretanto, a influência da Lua se estenderá a qualquer casa que ela aspecte, em maior ou menor grau.

A Casa 8 não fala necessariamente de morte, mas sim de vitalidade. Se estiver bem disposta, a pessoa tem muita vitalidade, a capacidade de resistir a doenças e a riscos de vida. A casa 8 também fala de crises e transformações, que podem ser excelentes ou péssimas para a pessoa em qualquer sentido, do material ao espiritual. Independentemente da qualidade das transformações, o indivíduo quase sempre não está preparado para elas e, com isso, ele tem de se adaptar rapidadamente. É uma casa de estresse devido a isso.

A qualidade das transformações é indicada pela disposição da Lua. Se a Lua estiver em boa dignidade, as transformações serão boas e trarão ganhos, ainda que a pessoa não as espere nem esteja preparado para elas. Se ruim, o indivíduo, além de não estar preparado, sofrerá despesas, prejuízos e terá grande estresse na adaptação.

Agora, a questão que mais diferencia a astrologia indiana da ocidental são as diferentes dignidades que um planeta pode ter. É que se divide um signo de várias formas diferentes e se alocam signos a cada uma dessas divisões. Os mapas que você vê na figura - além do número '1' - são todos oriundos dessas divisões.

O mapa que está com o número '1' no seu centro é o mapa natal que é criado da mesma forma que o mapa ocidental. Ele é exatamente o mesmo, sem tirar nem por. Os outros mapas, porém, são criados baseados na posição dos planetas do mapa '1' (chamado de Rasi, ou seja, 'signo'). O mapa natal indica o corpo físico do nativo ou de qualquer pessoa que o mapa represente. Como sabemos, cada casa do mapa natal indicará um tipo de pessoa. Assim, o mapa natal tem importância principalmente para a saúde do indivíduo e de todos os seres humanos que ela representa - os pais, os filhos, irmãos, etc.

Agora, vamos dar exemplos de como as divisões funcionam. Se um mapa tiver no seu centro o número '40', isso significa que ele é criado baseado na divisão do signo em 40 partes iguais, alocando-se a cada uma dessas partes um outro signo. Assim, a Lua no mapa '40' está em Capricórnio porque o signo natal dela, Touro, ao ser dividido em 40 partes iguais (30°/40) faz com que o pedacinho no qual cai a Lua seja regido por Capricórnio. É simples assim.

Cada maneira de dividir um signo tem um significado, que é deduzido pela natureza do número. Geralmente, uma pista para saber o que o número representa é subtrair dele múltiplos de 12. O resto inferior a 12 revelará a casa que mais tem a ver com a divisão e da qual ela extraiu seu significado. Por exemplo, no mapa 40, a casa que mais tem a ver com ele é a casa 4, pois 36 (12x3) - 40 = 4. No mapa 45, é a casa 9, pois 45 - 36 = 9.

Avaliando o simbolismo do mapa 45 (ashkhavedamsa), ele representa 'coisas auspiciosas e inauspiciosas'. Se o planeta estiver em muito mal estado nesse mapa, então a pessoa passa por eventos muito trágicos de acordo com a natureza do planeta e o que ele representa. Caso contrário, os eventos são muito bons. A casa 9 - da qual a divisão origina seu significado - representa, dentre outras coisas, a sorte que uma pessoa tem na vida.

No mapa 45 (o último do canto direito da tela), a Lua está em Escorpião. Recentemente, tenho considerado que a queda da Lua não está no signo inteiro de Escorpião, mas sim no terreno que vai de 0° a 3°. Desse intervalo em diante, a Lua está em signo de planeta naturalmente neutro para ela (marte, regente de Escorpião). Temporariamente, a relação da Lua com Marte vai depender da distância em que marte estiver em relação à Lua no mapa natal.

No mapa natal, marte está a seis signos de distância da Lua, uma posição inímica. Portanto, sendo marte naturalmente neutro em relação à Lua e temporariamente inímico, ao combinarmos as duas relações nós concluímos que marte é inimigo da Lua e esta, portanto, se encontra em signo de planeta inimigo. No mapa 45, a Lua está, portanto, em signo de planeta inimigo.

Quando um planeta está em signo de um inimigo, ele não consegue produzir coisas auspiciosas conforme sua natureza. Segundo Parasara, um planeta em signo inimigo produz apenas 4 pontos de resultados positivos contra 56 de negativos. Não é de se esperar que a lua não seja trágica. Ao contrário: com essa disposição ruim, a Lua provavelmente representará um evento trágico.

Agora, resta saber que evento trágico será. No mapa natal a Lua rege a Casa 4 e é karaka da Mãe. São dois testemunhos a favor de questões maternas. A Lua está no segundo signo e isso fala a favor de responsabilidades. Talvez o nativo tenha que cuidar da mãe.

No mapa 45, a Lua está no quarto signo e, portanto, indica coisas que são prontamente realizadas, com o investimento ativo e rápido do nativo. A Lua nesse mapa não rege nenhuma cúspide de casa em particular, porém rege o décimo segundo signo a partir do Ascendente. Isso significa que há um elemento de sacrifício (12º signo a partir do Ascendente) ligado a atmosfera familiar (quarto signo).

Esse será o tal evento trágico que pode acontecer, provavelmente no Dasha da Lua, que vai de 2008 até o final de 2017. Nesses 9 anos, dos quais 3 são passados, ainda não ocorreu este tipo de evento. Existem maneiras de se refinar o tempo, mas elas são um pouco extensas para serem tratadas aqui.












Contato e Créditos

rtveronese@gmail.com Para dúvidas, reclamações, críticas e consultas. NO momento, não estou mais realizando consultas Astrológicas. Saiba o porquê clicando aqui.

Licença Creative Commons

localize no blog

Carregando...

About Me