15/02/2011
Quando você estiver interpretando um planeta, algumas (muitas) dúvidas podem aparecer.
Eu diria que a dúvida mais comum é especificar o que um planeta representa para a casa onde ele está.
Um planeta na casa 8 pode representar acidentes, uma morte violenta, coisas súbitas, mas se ele estiver em aspecto com um maléfico, isso é mais certeiro.
Por outro lado, se o planeta acima estiver em aspecto com um benéfico, a tendência é que ele funcione na casa 8 como representante de heranças e/ou dinheiro de sociedades.
Os aspectos servem para definir melhor o que o planeta representa. Eles não mudam a 'cor' do planeta, apenas suavizam ou a intensificam.
Eu bati a cabeça muitas vezes com os aspectos e até hoje bato, mas do jeito que eu os entendo hoje é melhor... ou menos pior.
Antes dessa perspectiva, eu rezava para não encontrar aspectos, hoje eu quero mais que eles apareçam. Sem os aspectos, o planeta fica muito... incerto.
Aspectos, partes árabes, regentes das triplicidades, hyleg, alcocoden... São muitas coisas para aprender, e muitas vezes eu achava que havia coisa demais dentro da astrologia medieval. A quantidade para mim profusa de símbolos era um revés contra meu raciocínio. Mas...
A melhor mudança que o estudante de astrologia pode ter na sua cabeça é converter esses 'inimigos' em aliados.
Quando se está começando, é natural querer que o mapa seja mais simples, com menos elementos a serem analisados.
Com o passar do tempo, e com o acúmulo de erros, o estudante aprende que todos os elementos que ele aprender nunca serão suficientes. Nenhum deles é supérfluo.
Na verdade, a Astrologia Medieval Ocidental tem menos elementos do que a Astrologia Jyotisha (indiana). Nós só usamos o mapa natal, os indianos tem vários mapas adicionais baseados no mapa natal, um para cada assunto - as famosas 'cartas divisionais'.
Os indianos são o exemplo extremo do excesso de itens. A quantidade de elementos a serem analisados é tão grande que a maioria dos astrólogos escolhem apenas alguns itens e deixam de usar outros.
Por exemplo, quando se quer saber a força de um planeta, existem quatro maneiras famosas:
- Ashtakavarga
- Shad Bala
- Varga Bala
- Avasthas
A maioria dos autores dão importância ao shad bala, mas eu tenho de confessar que em todos os exemplos de interpretação que eu vi ninguém usou todo o shad bala.
O ashatakavarga é interessante, mas pelo que parece o mais comum é usá-lo nas previsões mais do que na interpretação natal.
O varga bala pra mim é muito importante, mas não vejo as pessoas usando muito.
Os avasthas são 'estados de espírito' dos planetas. Seriam sentimentos deles, como se fossem pessoas. Tem o avastha 'deprimido', 'triste', 'com desejo de dançar'...
P. V. R. Rao diz que cada um dos itens acima refletem facetas do planeta, e sua importância não deve ser confundida.
Quando eu tenho que fazer uma coisa espontaneamente, vai contar mais a minha vontade e ânimo de fazê-lo, então o avastha é importante, mas quando eu vou trabalhar, preciso cumprir a minha função mesmo se eu não tiver disposição - o que torna o avastha desprezível.
Temos que aprender com os indianos muitas coisas, mas a principal é que as coisas tem funções diferentes mas que, no final, se somam em ressonância para representar uma situação complexa. A vida nem sempre é simples.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Contato e Créditos
rtveronese@gmail.com
Para dúvidas, reclamações, críticas e consultas.
NO momento, não estou mais realizando consultas Astrológicas. Saiba o porquê clicando aqui.
-
►
2005
(42)
- ► Junho 2005 (6)
- ► Julho 2005 (11)
- ► Agosto 2005 (2)
- ► Novembro 2005 (1)
- ► Dezembro 2005 (4)
-
►
2006
(54)
- ► Janeiro 2006 (2)
- ► Abril 2006 (3)
- ► Junho 2006 (1)
- ► Julho 2006 (17)
- ► Agosto 2006 (3)
- ► Setembro 2006 (2)
- ► Outubro 2006 (5)
- ► Novembro 2006 (13)
- ► Dezembro 2006 (8)
-
►
2007
(119)
- ► Janeiro 2007 (4)
- ► Fevereiro 2007 (6)
- ► Março 2007 (14)
- ► Abril 2007 (6)
- ► Junho 2007 (14)
- ► Julho 2007 (14)
- ► Agosto 2007 (14)
- ► Setembro 2007 (7)
- ► Outubro 2007 (6)
- ► Novembro 2007 (8)
- ► Dezembro 2007 (4)
-
►
2008
(42)
- ► Janeiro 2008 (4)
- ► Fevereiro 2008 (5)
- ► Março 2008 (1)
- ► Abril 2008 (6)
- ► Julho 2008 (2)
- ► Agosto 2008 (4)
- ► Setembro 2008 (4)
- ► Outubro 2008 (2)
- ► Novembro 2008 (4)
- ► Dezembro 2008 (4)
-
►
2009
(32)
- ► Janeiro 2009 (4)
- ► Fevereiro 2009 (4)
- ► Março 2009 (6)
- ► Abril 2009 (2)
- ► Junho 2009 (3)
- ► Julho 2009 (2)
- ► Agosto 2009 (7)
- ► Setembro 2009 (1)
- ► Novembro 2009 (1)
- ► Dezembro 2009 (1)
-
►
2010
(29)
- ► Janeiro 2010 (2)
- ► Fevereiro 2010 (1)
- ► Março 2010 (1)
- ► Abril 2010 (5)
- ► Julho 2010 (2)
- ► Agosto 2010 (5)
- ► Outubro 2010 (1)
- ► Novembro 2010 (3)
- ► Dezembro 2010 (9)
-
▼
2011
(65)
- ► Janeiro 2011 (20)
- ▼ Fevereiro 2011 (5)
- ► Março 2011 (6)
- ► Abril 2011 (5)
- ► Junho 2011 (6)
- ► Agosto 2011 (6)
- ► Setembro 2011 (4)
- ► Outubro 2011 (3)

2 opiniões:
Oi, tudo bem? Cheguei a mandar um email meio grande procê, mas não obtive resposta. Acho que abusei da sua boa vontade. ;-0
Olha, esse negócio de vocês não considerarem Urano qubra total o meu mapa porque esse planetinha faz oposição ao meu Mercúrio e Sol na 8 e tem um suuuupersentido.
Beijão
Não ando com cabeça pra nem pra escrever, Gisela, então fico feliz que você tenha compreendido, sem sarcasmo mesmo.
Bom, deve fazer sentido mesmo esse aspecto Mercúrio-Urano, mas a Astrologia Medieval é um sistema fechado e que pode chegar ao mesmo resultado que a moderna usando menos elementos.