Pular para o conteúdo principal

Criando um método de estudo de astrologia

Quem fica lendo teoria demais corre o risco de virar papagaio de estante.

É por isso, chumbado leitor pós-reveillon, que você precisa aprender a interpretar mapas, para se decepcionar bastante com todas as asneiras que um ser humano seja capaz de escrever.

Queria me lembrar do sábio mestre que me disse um dia:
"papel aceita tudo: até cocô"
Ele não podia ser um literato, mas sabia das coisas. Tem também essa, que adoro mas quase me deixa com a corda no pescoço:
"Quem aprende, vira profissional; quem não aprende, vira professor."
Todo pensamento guarda em si um quê de sabedoria e, eventualmente, uma boa medida de groselha (sinônimo chulo de 'besteira', criado pelos comediantes do Hermes e Renato). Esse do professor, então, pode doer os ouvidos dos colegas que ensinam e praticam a astrologia, embora eu tenha conhecido uma professora na faculdade de medicina que não conseguiu atuar como médica (no caso dela, foi provavelmente a incapacidade de manter distanciamento do paciente... Pode soar ridículo, mas eu os convido a passar uma noite numa UTI neonatal com crianças graves pra ver se vocês também tem estômago).

Escrever num blogue de Astrologia me é viciante e perigoso porque posso me esquecer de praticar astrologia, embora eu tenha vários posts nos quais interpretei mapas. Só que essa interpretação tende a ser depois do fato, e é preciso uma energia mental monstruosa para você fingir a postura de quem não sabe a resposta. Eu sou louco de conseguir isso, mas chega uma hora que esse teatro mental cansa.

O ofício da interpretação é frustrante. Isso implica sair do casulo onde se masturba a onipotência. Nossas técnicas são sempre melhores e mais sofisticadas do que a do Astrólogo ao lado mas, eu lamento, ele disse a resposta certa, você errou.

Tento estimular com esse artigo a necessidade de praticar mapas, mas admito que nem sempre será bom interpretar o mapa do vizinho, pois corre-se o risco de aprender tudo sobre relacionamentos e casamento e esquecer outras áreas, que podem gerar mais dinheiro do que a menina que mora no MSN e lhe seduz sordidamente para pedir interpretações gratuitas. (nenhuma referência às minhas amigas, please).

Existe uma maneira de aprender astrologia sem ser sugado pela vampira emocional do MSN. Apresento aqui um festival de possibilidades. Só depende de você escolher o que deseja.

A técnica do flashback do vovô
Entreviste um octagenário que ainda não possua nenhum sinal de demência vascular e/ou Alzheimer. Anote as datas dos eventos que ele conseguir se lembrar (claro que, quanto mais, melhor) estude como as técnicas preditivas que você costuma usar estavam ativadas nas datas.

Entrevistar um octagenário não é um exagero meu, mas é claro que você pode ser adulto mais vivido e que ainda não seja idoso. Pelo que tenho percebido, a memória de pessoas mais velhas retém o essencial, e isso pode ser visto com maior clareza em técnicas preditivas do que a briga que a menina de 15 anos teve com o namorado há duas semanas atrás e que vai se perder na retina em menos de seis meses.

Seguindo esse tipo de método, eu aprendi muito, mas não esqueça de se arriscar e prever alguma coisa com o que aprendeu.

A técnica dos testes de Astrologia.
Vá ao site abaixo:
Esse site é do não tão famoso Dymock Brose, um astrólogo australiano que frequentemente publica testes astrológicos. Qualquer pessoa pode participar, é só mandar para ele a resposta em inglês aos testes que ele propõe. A impressão que tive é que o autor parece conhecer várias técnicas astrológicas e cria o teste com pegadinhas para você errar, mas é claro que isso é mentira e só mostra como astrologia pode ser difícil.

Pesquisa Astrológica
Para terminar, temos um site muito bom, com um banco de dados inigualável:
Para esse site, o único conselho que dou é: desbrave-o. Existem milhares de mapas, que vão de personalidades a anônimos com alguma coisa peculiar. Os mapas são catalogados de várias formas simultaneamente, pois recebem tags (como os que podem ser vistos no final desse post). Com essa ferramenta, você pode estudar a interpretação natal e as técnicas preditivas. Há mapas de pessoas vivas e já falecidas.

Conclusões.
Essas são as ferramentas às quais tenho acesso se quero algo mais produtivo do que a interpretação dos mapas de amigas(os) que só perguntam sobre casamento, e de colegas de MSN. São poucas, mas suficientes para mim. Obviamente divulgarei outras, quantas forem trazidas a mim. Se você tiver uma sugestão além das indicadas, pode me enviar um e-mail com o link.

Essas técnicas de estudo servem para aprender o fundamental:

Extraia a interpretação do que você vê, e não daquilo que gostaria que fosse.





Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Como interpretar uma Revolução Solar?

No post anterior eu comecei a falar sobre o método de previsão mais popular da idade média e renascença: direções primárias + revolução Solar. Também lancei no ar uma frase não-tão-enigmática assim:
Na revolução, qualquer coisa que signifique o nativo deve estar em contato com qualquer coisa que signifique o evento Neste artigo, vamos decifrar a frase acima: você aprenderá a interpretar uma revolução solar de um modo minimamente decente pra você já fazer alguma previsão.

Para ter um entendimento satisfatório desse artigo, você precisa saber alguma coisa de astrologia: o que cada casa e planeta podem representar, o que são partes árabes, e o que são aspectos/conjunções. É um artigo para os já iniciados, mas você que está começando agora pode consultar outras fontes pra entender o que falo aqui - com a internet, não será difícil.

Como nascem os eventos? As aulas de astrologia horária que você anda fazendo com o tio William Lilly deveriam te levar a mais além de encontrar seu cachorro. E…

o melhor livro de astrologia dos últimos tempos.

Você, leitor que começa a se interessar em astrologia, está diante de uma chance única de começar a aprender a arte da melhor forma possível. Nesse artigo, eu apresento um link com o download para o melhor livro de astrologia medieval com o qual eu me deparei nos últimos tempos.

Acho que não estou exagerando. Invejo quem começaria a estudar astrologia pelo que vou apresentar nesse artigo. Se em 2003, ano em que comecei a me interessar por astrologia, alguém me oferecesse esse livro, teria poupado minhas retinas de uma colossal quantidade de lixo.

Talvez, por ainda não ter visto tanto lixo, eu não saberia valorizar o momento em que me deparo com uma obra como essa. Valorizando ou não, se tivesse essa obra nas minhas mãos inexperientes em 2003, teria começado a estudar astrologia em alicerces sólidos o bastante para que deles eu não saísse nunca mais.

Livros bons, trabalho árduo (para obtê-los)  A astrologia praticada de forma mais aprofundada é um saber não tão popular quanto se pen…