10/07/2010
Bem, esse post não tem como objetivo ensinar nada, mas sim mostrar o que está me tomando atenção atualmente no que tange a Astrologia...
Quando um ator ou uma "personalidade" (daquelas que só foram ao Big Brother e mais nada) diz que está "analisando alguns projetos", isso é um eufemismo para dizer que não recebeu proposta nenhuma e está caminhando para ostracismo. No meu caso, digamos que a frase acima seja verdadeira e não represente eufemismo nenhum. Um dos projetos que está na geladeira tem uma esperança de voltar a ser desenvolvido, a criação de um software de Astrologia Clássica. Um amigo meu é programador e demonstra interesse. Não vou dizer que vai dar tudo certo porque as conversas ainda nem começaram. Eu tinha desistido do projeto porque, de todos os meios que tentei, nenhum deles me foi acessível em termos de conhecimento e tempo.
O segundo projeto independe de conhecimentos de informática, estando por isso muito mais acessível para mim. Estou pensando em escrever um livro (que pode ser digital ou não, isso não importa) compilando quatro autores de Astrologia Clássica: Dorotheus, Masha'Allah, Rhetorius e Umar. Esse projeto é ousado no que tange às exigências de tempo para mim, que sou médico, tenho dois empregos e duas pós-graduações. Eu não tenho pressa e o desenvolvo aos poucos, então há uma chance boa dele ser levado a cabo.
O objetivo do livro é juntar esses autores de uma forma sistemática, cruzando referências, comparando as diferenças entre seus textos, ajuntando-os nas semelhanças e criando o que seria um texto não definitivo, mas bem abrangente de Astrologia natal, que considero uma das áreas mais difíceis da Astrologia.
O texto não terá preocupações com a prática, que virá em seguida. Em outras palavras, se os textos originais falarem as coisas mais absurdas, elas serão escritas à risca. A prática é a segunda etapa do estudo, que depende dessa primeira e não pode interferí-la.
Mais uma vez eu afirmo que não tenho compromisso de levar os projetos até o final dentro de um prazo. Até porque a vida tem mostrado que prometer coisas dá azar... Se eu os estou divulgando é que apenas desejo mostrar o que está "na minha cabeça" atualmente.
Quando um ator ou uma "personalidade" (daquelas que só foram ao Big Brother e mais nada) diz que está "analisando alguns projetos", isso é um eufemismo para dizer que não recebeu proposta nenhuma e está caminhando para ostracismo. No meu caso, digamos que a frase acima seja verdadeira e não represente eufemismo nenhum. Um dos projetos que está na geladeira tem uma esperança de voltar a ser desenvolvido, a criação de um software de Astrologia Clássica. Um amigo meu é programador e demonstra interesse. Não vou dizer que vai dar tudo certo porque as conversas ainda nem começaram. Eu tinha desistido do projeto porque, de todos os meios que tentei, nenhum deles me foi acessível em termos de conhecimento e tempo.
O segundo projeto independe de conhecimentos de informática, estando por isso muito mais acessível para mim. Estou pensando em escrever um livro (que pode ser digital ou não, isso não importa) compilando quatro autores de Astrologia Clássica: Dorotheus, Masha'Allah, Rhetorius e Umar. Esse projeto é ousado no que tange às exigências de tempo para mim, que sou médico, tenho dois empregos e duas pós-graduações. Eu não tenho pressa e o desenvolvo aos poucos, então há uma chance boa dele ser levado a cabo.
O objetivo do livro é juntar esses autores de uma forma sistemática, cruzando referências, comparando as diferenças entre seus textos, ajuntando-os nas semelhanças e criando o que seria um texto não definitivo, mas bem abrangente de Astrologia natal, que considero uma das áreas mais difíceis da Astrologia.
O texto não terá preocupações com a prática, que virá em seguida. Em outras palavras, se os textos originais falarem as coisas mais absurdas, elas serão escritas à risca. A prática é a segunda etapa do estudo, que depende dessa primeira e não pode interferí-la.
Mais uma vez eu afirmo que não tenho compromisso de levar os projetos até o final dentro de um prazo. Até porque a vida tem mostrado que prometer coisas dá azar... Se eu os estou divulgando é que apenas desejo mostrar o que está "na minha cabeça" atualmente.
02/07/2010
De volta ao meu querido blog... Peço desculpas aos leitores pela corrente falta de atualização, mas com a minha vida as coisas são assim mesmo. O blog sempre terá essas oscilações, períodos de acalmia contrabalanceados com períodos de escrita mais intensa e regular.
Assim como a Astrologia, no futebol não é de bom tom justificar as coisas após o fato porque é sinal de orgulho ferido. Felizmente (ou infelizmente, sei lá) os erros que levaram à desclassificação foram em sua maioria previstos. Foi a crônica de uma morte anunciada. Eu mesmo, com um entendimento regular a baixo de Futebol, não tive fé desde o momento em que Dunga anunciou a lista de convocados, com exceção de Julio Cesar, Lúcio e Juan. Aos poucos, partida a partida, fui recuperando a confiança no scratch canarinho, mas a derrota consolidou minhas opiniões prévias.
No dia 12 de junho de 2010 eu dei uma palestra na Regional Carioca do Conselho Nacional de Astrologia sobre Astrologia Horária. Perceba que a Copa não tinha nem começado e meu otimismo ainda estava alto porque pensava que Dunga convocaria alguém interessante e decisivo. Eu não tinha tocado no assunto "Copa do Mundo" a palestra inteira, até que o inevitável aconteceu: pediram uma horária de exemplo e a questão - obviamente - foi se o Brasil ganharia a Copa.
Alguns colegas dizem que é perigoso fazer horárias sobre futebol. Eles defendem regras de horária específicas para a partida, como o "sitiamento de castelo" ensinado por Bonatti e Zahel. Eu mesmo não tenho experiência nem interesse em fazer horárias sobre esportes em geral. Despreparado como a seleção e diante de uma platéia, eu disse o óbvio: horárias para esportes tem regras específicas e por isso aquela figura levantada poderia não ser a mais adequada para um tipo de pergunta como aquela. Todavia, eu poderia dizer no tocante ao que mais vejo: se estivesse falando de um indivíduo, eu diria que ele ganharia o almejado. Veja a horária e, em seguida, minha interpretação:

12 de junho de 2010, 18:50, Rio de Janeiro: o Brasil ganhará a Copa?
Como você pode notar, o Regente do Ascendente é Saturno, que se encontra no signo de Virgem aspectando o Ascendente e é mais forte que a Lua por estar na Casa 9, a mais forte das Casas cadentes. A Lua estava em Gêmeos, na Casa VI, não aspectava o Ascendente e por isso teve o seu testemunho deixado em segundo plano.
Saturno está no vigésimo nono grau de Virgem (28°-29°) e recebe a aplicação partil da Lua, isto é, ambos estão no grau 28° dos seus respectivos signos. O aspecto é exato. A Lua rege a Casa 7 - que representa os inimigos do Brasil.
Pela horária, eu não estava confiante na vitória. Saturno estava peregrino (isto é, num signo onde ele não possui honra nenhuma) numa Casa que não tinha relação alguma com o assunto, a Casa 9. Por mais que nossos adversários fossem fracos (indicado pelo regente da Casa 7 - a Lua), a figura mostra a queda do Brasil pelas razões supracitadas.
Mais a frente, o leitor entenderá porque eu disse o contrário - que o Brasil ganharia a Copa. Se essa figura realmente servir para dizer o que aconteceu com o Brasil, então ficará claro que eu errei. Diante de tudo isso, por quê? Vamos dar uma pequena pausa para dissertar sobre o erro em Astrologia Horária:
Dos erros em Astrologia Horária
Erros em Astrologia acontecem por três razões:
- O praticante não domina algum aspecto da técnica;
- A técnica não é a mais adequada para aquela situação;
- O praticante domina a técnica, ela é a mais adequada para a situação mas mesmo assim não deu certo. Mistério...
Das três hipóteses, a mais comum é a primeira. Apenas podemos dizer que ocorreu a número três depois de descartarmos as duas primeiras. No caso dessa horária, alguns autores afirmarão que a segunda hipótese é possível: muitos autores preferem ir jogo a jogo ao invés de responder uma horária como essa. Eles tem lá seus argumentos.
Independentemente desse tipo de horária ser o mais adequado ou não, eu errei a técnica - e portanto, erraria o desfecho mesmo se estivesse falando de um ser humano. Ou seja, não sabemos se aqui há o segundo tipo de erro, mas com certeza veremos que há o primeiro!
Pensando nisso, continuarei a dissecar meu erro, que poderia passar despercebido - afinal de contas, ainda não mandaram o vídeo da palestra para o YouTube.
O erro que deu a vitória...
Mesmo com tudo que eu falei de negativo sobre Saturno, eu tinha considerado um dado muito bom e que geralmente representa bom desfecho numa questão. Eu considerei que Saturno estava no final do Signo de Virgem. Tinha me lembrado do seguinte princípio ensinado no livro de Zahel:
Julgamento 15Eu tinha me esquecido de alguns detalhes importantes do 15° julgamento de Sahl. De fato, um planeta no final de um signo já está com a força no próximo, mas eu tinha me esquecido da definição de "final de signo" para Sahl: trata-se do trigésimo grau, o intervalo compreendido entre o grau 29° e o 00° do signo seguinte! 28°, segundo Sahl, ainda tem a força do signo no qual o planeta está! A consequência do meu erro foi a conclusão de que a Seleção ganharia a copa porque considerei que Saturno já estava com a força do signo seguinte, Libra, signo no qual ele se exalta -e, como sabemos, a exaltação era um sinal claro de que a seleção seria vitoriosa.
"Se um planeta estiver no último grau de um Signo, sua força já saiu deste e estará no próximo: como um homem que põe seus pés na soleira de um portão, querendo sair - sobre o qual não recairá impedimento se a casa cair. De fato, se o planeta estiver no vigésimo nono grau, a força desse ainda estará no mesmo Signo. Porque há três graus nos quais a virtude de um planeta se distribui - a saber, o grau onde ele está, o grau atrás dele e o grau à sua frente."
A minha dúvida agora é se mapas feitos dessa forma valem também para futebol. Se a resposta for positiva, por apenas um grau minha conclusão foi errada. Caso contrário, foi uma grande coincidência o fato de Saturno indicar a derrota do Brasil (já considerando a correção que fiz quase um mês depois) e não adianta fazer horárias aleatórias perguntando sobre coisas que dependam de tanta gente quanto uma partida de futebol.
Quem tiver as mesmas dúvidas, pode tentar fazer um mapa da hora e do dia do jogo e tentar usar o tal sitiamento de castelo. Os dados da partida:

2 de julho de 2010, Port Elizabeth, África do Sul, 16:00 h
A bibliografia para saber como isso funciona pode ser encontrada aqui:
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