19/02/2010
A dinamização da Astrologia consiste em como se analisa os aspectos entre os planetas. Quando você estudar Astrologia helênica, vai perceber que ela é muito estática em relação à Astrologia Árabe, mas isso não é verdade do ponto de vista teórico, pois grande parte da teoria astrológica dos Árabes se origina dos Gregos e Bizantinos.
O que mudou então? Steven Birchfield defende que os Árabes simplesmente colocaram em prática tudo que os gregos escreveram, a ponto dos conceitos que são unicamente encontrados em manuscritos árabes serem considerados como consequências lógicas dos conceitos gregos. É muito provável a falta de intercâmbio entre diferentes astrólogos helênicos e bizantinos, de modo que nem tudo que se produzia era difundido e aplicado. Talvez os árabes tenham herdado um repositório de conhecimento de diversas fontes e coube a eles juntar os pedaços do quebra-cabeças...
Para que a interpretação do mapa seja dinâmica, é necessário interpretar o movimeto do tema analisado de um significador para outro; esse movimento é encontrado claramente na obra de Mashallah, astrólogo árabo-medieval. O mesmo tipo de dinamismo não se vê na obra de Valens e Paulus, astrólogos bizantinos.
A despeito dessa diferença, eu creio que os árabes não sejam uma simples evolução que descartaria o modo como os gregos concebem os aspectos. Há uma grande probabilidade de que a visão árabe dos aspectos coexista com a visão dos gregos, sendo duas teorias não-excludentes usadas para diferentes propósitos.
A aplicação de um planeta a outro indica que ele entrega tudo o que ele representa ao outro planeta. O destino final da questão, portanto, depende do planeta que recebe a aplicação. Por outro lado, há a noção de testemunho, que não significa a mesma coisa que a aplicação, porém ambas dependem de uma mesma estrutura, a saber, o aspecto.
O testemunho é mais amplo do que a aplicação: toda aplicação é um testemunho, mas nem todo testemunho é uma aplicação, pois o primeiro também engloba aspectos separativos.
Lua em 3° de áries em trígono com Júpiter em 4° de Sagitário é uma aplicação e ao mesmo tempo um testemunho, e portanto o aspecto será analisado duplamente, seja para entender como a lua funciona, seja para entender como será o desfecho dos assuntos que ela representa quando ela os entregar a Júpiter.
Por outro lado, se Júpiter estivesse em 2° de Sagitário e a lua em 4° de áries, o aspecto seria separativo e apenas um testemunho. Nesse caso, o aspecto apenas seria analisado como testemunho: a lua teria uma qualidade jupiteriana, mas os assuntos lunares não seriam confiados a Júpiter.
O testemunho é muito importante para entender o que um planeta representa, e ele pode ser usado tanto para aspectos aplicativos quanto separativos. Os gregos usavam uma orbe de 3° que é muito próxima do que se lê nos livros atuais.
Mais adiante, esclarecerei melhor como se interpretar o testemunho. Adiantando duas frase chave para o entendimento:
O que mudou então? Steven Birchfield defende que os Árabes simplesmente colocaram em prática tudo que os gregos escreveram, a ponto dos conceitos que são unicamente encontrados em manuscritos árabes serem considerados como consequências lógicas dos conceitos gregos. É muito provável a falta de intercâmbio entre diferentes astrólogos helênicos e bizantinos, de modo que nem tudo que se produzia era difundido e aplicado. Talvez os árabes tenham herdado um repositório de conhecimento de diversas fontes e coube a eles juntar os pedaços do quebra-cabeças...
Para que a interpretação do mapa seja dinâmica, é necessário interpretar o movimeto do tema analisado de um significador para outro; esse movimento é encontrado claramente na obra de Mashallah, astrólogo árabo-medieval. O mesmo tipo de dinamismo não se vê na obra de Valens e Paulus, astrólogos bizantinos.
A despeito dessa diferença, eu creio que os árabes não sejam uma simples evolução que descartaria o modo como os gregos concebem os aspectos. Há uma grande probabilidade de que a visão árabe dos aspectos coexista com a visão dos gregos, sendo duas teorias não-excludentes usadas para diferentes propósitos.
A aplicação de um planeta a outro indica que ele entrega tudo o que ele representa ao outro planeta. O destino final da questão, portanto, depende do planeta que recebe a aplicação. Por outro lado, há a noção de testemunho, que não significa a mesma coisa que a aplicação, porém ambas dependem de uma mesma estrutura, a saber, o aspecto.
O testemunho é mais amplo do que a aplicação: toda aplicação é um testemunho, mas nem todo testemunho é uma aplicação, pois o primeiro também engloba aspectos separativos.
Lua em 3° de áries em trígono com Júpiter em 4° de Sagitário é uma aplicação e ao mesmo tempo um testemunho, e portanto o aspecto será analisado duplamente, seja para entender como a lua funciona, seja para entender como será o desfecho dos assuntos que ela representa quando ela os entregar a Júpiter.
Por outro lado, se Júpiter estivesse em 2° de Sagitário e a lua em 4° de áries, o aspecto seria separativo e apenas um testemunho. Nesse caso, o aspecto apenas seria analisado como testemunho: a lua teria uma qualidade jupiteriana, mas os assuntos lunares não seriam confiados a Júpiter.
O testemunho é muito importante para entender o que um planeta representa, e ele pode ser usado tanto para aspectos aplicativos quanto separativos. Os gregos usavam uma orbe de 3° que é muito próxima do que se lê nos livros atuais.
Mais adiante, esclarecerei melhor como se interpretar o testemunho. Adiantando duas frase chave para o entendimento:
"O testemunho é a descrição das coisas representadas pela planeta; a aplicação mostra o futuro dessas."
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