25/06/2009
Mais um lançamento da série "Achados na Prática". Nesta segunda edição, apresento o esboço de uma sistematização da aplicação dos Lotes Helênicos, vulgarmente conhecidos como Partes Árabes.
O estudo toma como exemplo o mapa de um menino de três anos de idade.
O estudo toma como exemplo o mapa de um menino de três anos de idade.
A série Achados na Prática consiste em casos reais que foram descobertos na minha experiência com amigos ou clientes, com a devida permissão de terem seus mapas publicados, eventualmente sem os seus dados natais.
10/06/2009
Num saber que depende de uma estrutura circular como a Astrologia, define-se arbitrariamente um começo, pela óbvia razão de que um círculo não tem início nem fim. Em algum lugar do zodíaco, o começo tem de ser fincado, a fim de tudo se referendar nele. E na Astrologia Mundial? Existe algum começo? Existe um mapa fidedigno para nos basearmos como um início?
Não há propriamente um mapa de início do mundo no qual podemos nos basear com segurança. Há sim, um mapa mítico chamado de Thema Mundi que, em latim, nada mais é do que o tema ou carta do mundo. Essa carta, longe de ser um registro celeste remoto, apenas contém inúmeras razões para se entender as relações entre os signos e dos planetas, coisa que não quero abordar nesse artigo. Mais interessante é perceber na Astrologia Mundial um começo do qual se parta para se tirar conclusões técnico-práticas, sendo esse começo escolhido sem uma razão claramente demonstrável nos textos, mas que é freqüentemente citado pelos autores.
Abu Ma'Shar, no seu Livro das Religiões e Dinastias, define um começo dos estudos Astrológicos acerca das coisas mundanas a partir de um evento de grandes proporções e que encontra indício em inúmeras culturas. Esse evento, longe de ser o começo do mundo, é tomado pelos astrólogos e pelas religiões - notadamente o cristianismo - como um "recomeço" da humanidade. Falo do dilúvio: período, segundo a Bíblia, de quarenta dias e quarenta noites de chuvas ininterruptas que inundaram o mundo conhecido, exterminando os animais superiores - incluindo grande parte dos humanos.
Sendo um saber cíclico, fica difícil estabelecer na Astrologia um começo sem que haja um grande ciclo marcado por algum evento celeste. Alguns autores usam esse argumento como prova de que não é possível fazer Astrologia Mundial sem os planetas Urano, Netuno e Plutão - dados os seus grandes ciclos - mas isso está longe de ser verdade. De acordo com os autores medievais, podemos escolher ao longo da história da humanidade qualquer evento de grandes proporções e com algum registro evidente de ter acontecido próximo ao retorno das conjunções Júpiter-Saturno no signo de Leão, o que ocorre em média a cada 960 anos.O dilúvio ocorre 247 anos após a grande conjunção Júpiter-Saturno em Leão de 3651 a.C.
Não sabemos muito acerca do dilúvio, a não ser que ele é descrito por inúmeras culturas do Norte da África, Mediterrâneo e Oriente Médio. Há inclusive historiadores cristãos que defendem registros do dilúvio entre os índios mesoamericanos. De qualquer forma, parece que Abu Ma'shar se fia nesse evento como um dos poucos marcos de um passado obscuro, sem registros. Antes do dilúvio, ele apenas cita a criação de Adão como um fato marcante! Nós, então, sabemos menos ainda, pois não se trata de colhermos dados numa história natural da Terra, e sim cultural, coisa que em culturas antigas era transmitido oralmente.
Parece que a maioria dos autores de astrologia atualmente ignoram a existência desse referencial primário da Grande Conjunção em Leão, mas Abu Mashar o leva em conta na hora de prognosticar, e ele o faz utilizando uma espécie de "profecção mundial" chamada de Dawr (palavra árabe que representa "revolução").
Para entendermos o Dawr, é necessário saber que ele é iniciado a partir de uma grande conjunção em Leão, mediante algum evento significativo que coincida aproximadamente com aquele evento celeste. Em tese, o Dawr começa no Ascendente da carta de ingresso da conjunção de Leão - um grande problema pois, em se tratando de um evento de proporções mundiais, qual seria o local para situar uma carta de ingresso? Abu Ma'Shar conta a Dawr a partir de Áries que, curiosamente, é onde ele crê que ocorre a conjunção.
Deixemos essa dúvida reservada para outro instante e nos voltemos para a Dawr. Assim como a profecção, ela se desloca pelos signos na sua ordem zodiacal conhecida, porém ao invés de dar a cada signo 1 ano (como na profecção natal), cada signo recebe 360 anos. Cada Dawr pode ser divida em 4 quartos, que Abu Mashar divide regularmente em 90 anos, mas as regras para se escolher um regente para essas quartos são confusas e pouco discorridas pelo autor.
Ao contrário da profecção, a Dawr não tem como regente o senhor domiciliar do signo. O regente é dado pela ordem caldaica a partir da primeira Dawr, contada em Áries. Em outras palavras, a Dawr começa com Áries - Saturno e vai na seguinte ordem:
...e assim sucessivamente. Para que Saturno - Áries se repita novamente, são ao todo mais de oitenta combinações.
Abu Ma'Shar crê que a grande conjunção ocorre em Áries a cada 960 anos, sendo que ele começa o Dawr a partir de Áries, o que está muito longe da realidade constatada em qualquer zodíaco, incluindo os siderais. Umar é mais consistente nesse ponto e afirma o que nós sabemos ao consultarmos as efemérides da NASA.
Não sabemos se há no discurso de Abu Ma'Shar uma falha teórica ou se é proposital que se parta de Áries o Dawr. Eu prefiro pensar que sim, pois Abu Ma'Shar era um excelente Astrólogo e Umar foi anterior a ele e sabia que a grande conjunção parte de Leão.
A regra teórica para o Dawr depende, portanto, de se considerar o ano da conjunção que representa o dilúvio - que ocorreu mais de duzentos anos antes da enchente - como um início de um ciclo que perduraria até hoje! Entretanto, na prática, Abu Ma'Shar não usa a conjunção representante do dilúvio como um recomeço, pois ele dá a essa época uma Dawr diferente de Saturno-Áries, que seria teoricamente a primeira. Abu crê que a Dawr ativada no dilúvio era Saturno-Câncer, a sexagégima Dawr a partir de Saturno-Áries! Em outras palavras, Abu Ma'shar considera que houve um evento mais importante do que o dilúvio, no qual ele se baseia para contar um ciclo de Dawrs que passa pelo dilúvio e vale até a ascensão da religião islâmica, no século quatro depois de Cristo!
Depois do dilúvio, houve outras conjunções em Leão, mas o autor árabe não as leva em conta. Ele analisa a ascensão do Islam ainda levando em conta a conjunção do dilúvio! Se levarmos em conta que Abu Mashar praticamente ignorou as conjunções em Leão/Áries (como preferir) que se sucederam àquela do dilúvio como princípios do dawr, porque temos de considerá-las?
A consequência mais séria do uso da conjunção do dilúvio é a definição de um planeta que represente o Islamismo. Por Vênus reger a Dawr do momento em que o Islã surge, ela é o planeta escolhido. Algumas pessoas acham que Vênus não pode representar o islã porque ela é um planeta feminino e o Islã é reconhecido por reprimir o feminino, se o compararmos à cultura ocidental. O problema é que a escolha de um significador na Astrologia Medieval tem como razões questões meramente técnicas, sendo somente a partir dessas questões é que podemos chegar a alguma interpretação. Logo, a única e suficiente razão para Vênus ser a significadora do Islamismo é o fato dela ser a regente do Dawr que opera no momento da ascensão do Islã, partindo como base de cálculo o 64° Dawr de Saturno em Câncer, aquele do dilúvio.
Mais estudos sobre Astrologia Mundial vêm por aí...
Não há propriamente um mapa de início do mundo no qual podemos nos basear com segurança. Há sim, um mapa mítico chamado de Thema Mundi que, em latim, nada mais é do que o tema ou carta do mundo. Essa carta, longe de ser um registro celeste remoto, apenas contém inúmeras razões para se entender as relações entre os signos e dos planetas, coisa que não quero abordar nesse artigo. Mais interessante é perceber na Astrologia Mundial um começo do qual se parta para se tirar conclusões técnico-práticas, sendo esse começo escolhido sem uma razão claramente demonstrável nos textos, mas que é freqüentemente citado pelos autores.
Abu Ma'Shar, no seu Livro das Religiões e Dinastias, define um começo dos estudos Astrológicos acerca das coisas mundanas a partir de um evento de grandes proporções e que encontra indício em inúmeras culturas. Esse evento, longe de ser o começo do mundo, é tomado pelos astrólogos e pelas religiões - notadamente o cristianismo - como um "recomeço" da humanidade. Falo do dilúvio: período, segundo a Bíblia, de quarenta dias e quarenta noites de chuvas ininterruptas que inundaram o mundo conhecido, exterminando os animais superiores - incluindo grande parte dos humanos.
Sendo um saber cíclico, fica difícil estabelecer na Astrologia um começo sem que haja um grande ciclo marcado por algum evento celeste. Alguns autores usam esse argumento como prova de que não é possível fazer Astrologia Mundial sem os planetas Urano, Netuno e Plutão - dados os seus grandes ciclos - mas isso está longe de ser verdade. De acordo com os autores medievais, podemos escolher ao longo da história da humanidade qualquer evento de grandes proporções e com algum registro evidente de ter acontecido próximo ao retorno das conjunções Júpiter-Saturno no signo de Leão, o que ocorre em média a cada 960 anos.O dilúvio ocorre 247 anos após a grande conjunção Júpiter-Saturno em Leão de 3651 a.C.
Não sabemos muito acerca do dilúvio, a não ser que ele é descrito por inúmeras culturas do Norte da África, Mediterrâneo e Oriente Médio. Há inclusive historiadores cristãos que defendem registros do dilúvio entre os índios mesoamericanos. De qualquer forma, parece que Abu Ma'shar se fia nesse evento como um dos poucos marcos de um passado obscuro, sem registros. Antes do dilúvio, ele apenas cita a criação de Adão como um fato marcante! Nós, então, sabemos menos ainda, pois não se trata de colhermos dados numa história natural da Terra, e sim cultural, coisa que em culturas antigas era transmitido oralmente.
Parece que a maioria dos autores de astrologia atualmente ignoram a existência desse referencial primário da Grande Conjunção em Leão, mas Abu Mashar o leva em conta na hora de prognosticar, e ele o faz utilizando uma espécie de "profecção mundial" chamada de Dawr (palavra árabe que representa "revolução").
Para entendermos o Dawr, é necessário saber que ele é iniciado a partir de uma grande conjunção em Leão, mediante algum evento significativo que coincida aproximadamente com aquele evento celeste. Em tese, o Dawr começa no Ascendente da carta de ingresso da conjunção de Leão - um grande problema pois, em se tratando de um evento de proporções mundiais, qual seria o local para situar uma carta de ingresso? Abu Ma'Shar conta a Dawr a partir de Áries que, curiosamente, é onde ele crê que ocorre a conjunção.
Deixemos essa dúvida reservada para outro instante e nos voltemos para a Dawr. Assim como a profecção, ela se desloca pelos signos na sua ordem zodiacal conhecida, porém ao invés de dar a cada signo 1 ano (como na profecção natal), cada signo recebe 360 anos. Cada Dawr pode ser divida em 4 quartos, que Abu Mashar divide regularmente em 90 anos, mas as regras para se escolher um regente para essas quartos são confusas e pouco discorridas pelo autor.
Ao contrário da profecção, a Dawr não tem como regente o senhor domiciliar do signo. O regente é dado pela ordem caldaica a partir da primeira Dawr, contada em Áries. Em outras palavras, a Dawr começa com Áries - Saturno e vai na seguinte ordem:
- Áries - Saturno
- Touro - Júpiter
- Gêmeos - Marte
- Câncer - Sol
- Leão - Vênus
- Virgem - Mercúrio
- Libra - Lua
- Escorpião - Saturno
...e assim sucessivamente. Para que Saturno - Áries se repita novamente, são ao todo mais de oitenta combinações.
Abu Ma'Shar crê que a grande conjunção ocorre em Áries a cada 960 anos, sendo que ele começa o Dawr a partir de Áries, o que está muito longe da realidade constatada em qualquer zodíaco, incluindo os siderais. Umar é mais consistente nesse ponto e afirma o que nós sabemos ao consultarmos as efemérides da NASA.
Não sabemos se há no discurso de Abu Ma'Shar uma falha teórica ou se é proposital que se parta de Áries o Dawr. Eu prefiro pensar que sim, pois Abu Ma'Shar era um excelente Astrólogo e Umar foi anterior a ele e sabia que a grande conjunção parte de Leão.
A regra teórica para o Dawr depende, portanto, de se considerar o ano da conjunção que representa o dilúvio - que ocorreu mais de duzentos anos antes da enchente - como um início de um ciclo que perduraria até hoje! Entretanto, na prática, Abu Ma'Shar não usa a conjunção representante do dilúvio como um recomeço, pois ele dá a essa época uma Dawr diferente de Saturno-Áries, que seria teoricamente a primeira. Abu crê que a Dawr ativada no dilúvio era Saturno-Câncer, a sexagégima Dawr a partir de Saturno-Áries! Em outras palavras, Abu Ma'shar considera que houve um evento mais importante do que o dilúvio, no qual ele se baseia para contar um ciclo de Dawrs que passa pelo dilúvio e vale até a ascensão da religião islâmica, no século quatro depois de Cristo!
Depois do dilúvio, houve outras conjunções em Leão, mas o autor árabe não as leva em conta. Ele analisa a ascensão do Islam ainda levando em conta a conjunção do dilúvio! Se levarmos em conta que Abu Mashar praticamente ignorou as conjunções em Leão/Áries (como preferir) que se sucederam àquela do dilúvio como princípios do dawr, porque temos de considerá-las?
A consequência mais séria do uso da conjunção do dilúvio é a definição de um planeta que represente o Islamismo. Por Vênus reger a Dawr do momento em que o Islã surge, ela é o planeta escolhido. Algumas pessoas acham que Vênus não pode representar o islã porque ela é um planeta feminino e o Islã é reconhecido por reprimir o feminino, se o compararmos à cultura ocidental. O problema é que a escolha de um significador na Astrologia Medieval tem como razões questões meramente técnicas, sendo somente a partir dessas questões é que podemos chegar a alguma interpretação. Logo, a única e suficiente razão para Vênus ser a significadora do Islamismo é o fato dela ser a regente do Dawr que opera no momento da ascensão do Islã, partindo como base de cálculo o 64° Dawr de Saturno em Câncer, aquele do dilúvio.
Mais estudos sobre Astrologia Mundial vêm por aí...
01/06/2009
Esse artigo surgiu de uma curiosidade minha para investigar melhor um período negro na história do nosso país: a ditadura militar.
Em se tratando de grandes mudanças políticas, eu sempre penso nas conjunções Júpiter-Saturno, chamadas popularmente de Grandes Conjunções. Meu primeiro impulso foi ir em busca de um livro que tenho na minha estante e procurar qual conjunção ocorre mais próxima da Revolução de 1964, fato que marcou o início da hegemonia dos militares. Eis que eu encontro, dia 19 de Fevereiro de 1961, às 0:03h, Júpiter e Saturno a formar uma conjunção exata nos céus, especificamente em 25 Capricórnio 12'. Essa é a informação que consta na página 91 do livro "Tables of Planetary Phenomena - Second Edition", produzido pelo memorável Neil F. Michelsen.
Essa conjunção me parece muito importante porque ela acontece num momento no qual o Brasil, dentro de poucos anos, mudará de regime político, adentrando uma ditadura que durará até quatro anos depois da próxima conjunção Júpiter-Saturno, que ocorreu no signo de Libra e marca a mudança de triplicidade das conjunções, passando da terra para o ar. Mais importante ainda para mim é que a conjunção ocorre no signo de Capricórnio, que nada mais é do que o Ascendente da Carta de Ingresso do ano da Independência do país. Essa evidência fala a favor de adotarmos um Ascendente Capricórnio para o país, pois dentre várias conjunções, aquela que ocorreu em Capricórnio coincidiu com esse significativo divisor de águas.
Analisando a conjunção, algumas coisas vêm à tona. Os próximos 20 anos seriam difíceis, marcados por ordem exacerbada e repressão porque Saturno está mais forte que Júpiter na conjunção, além deste se encontrar em queda. Saturno teria completo domínio da situação por estar no seu domicílio. Júpiter seria recebido por Saturno, o que melhora o estado do planeta, porém todos os ideais Jupiterianos de liberdade e igualdade estariam na dependência da repressão do grande maléfico. Saturno, por outro lado, está dignificado num signo bestial, frio e seco.
É senso comum que um maléfico tem o seu potencial destrutivo abrandado se poscionado em seu próprio domicílio. Isso é uma verdade clara e comprovada pela experiência, que não deve ser subestimada frente ao senso comum que impera a respeito da ditadura militar. Aqui devemos ser racionais e concluir apenas algumas coisas, mesmo assim contrariando o sendo hegemônico da imprensa. Somos bombardeados de informações apontando que a ditadura é ruim, mas a pergunta que não quer calar é: ruim para quem? O povo brasileiro tinha ainda uma grande porcentagem de analfabetos e de gente abaixo da linha da pobreza. Essas pessoas não tinham recursos para concluir que a ditadura era ruim. Essa é uma conclusão digna de um público mais esclarecido, e aqui temos as classes que mais sofreram durante o período de repressão: os estudantes, a imprensa e a classe intelectual brasileira.
De fato, a ditadura foi responsável por alguns dos horrores que marcam a história do nosso país, como por exemplo epidemias, cuja notificação pela imprensa era proibida pelo ministério da saúde, a fim de não causar pânico e passar a falsa ideação de que tudo estava sob controle. O que estou querendo enfatizar é que o regime militar, à parte das atrocidades já conhecidas por nós, não piorou as condições socioeconômicas da população: a ditadura foi uma crise na democracia do país, mas não podemos dizer o mesmo em se tratando da economia. Nesta dimensão, ao contrário, o Brasil experimentou uma expansão econômica às custas de um grande endividamento, cujas consequências seriam sentidas não naquele momento, mas na próxima conjunção, ocorrida no signo de Libra.
Ainda é precoce para falarmos em alguma coisa, mas fica aqui duas hipóteses:
Em se tratando de grandes mudanças políticas, eu sempre penso nas conjunções Júpiter-Saturno, chamadas popularmente de Grandes Conjunções. Meu primeiro impulso foi ir em busca de um livro que tenho na minha estante e procurar qual conjunção ocorre mais próxima da Revolução de 1964, fato que marcou o início da hegemonia dos militares. Eis que eu encontro, dia 19 de Fevereiro de 1961, às 0:03h, Júpiter e Saturno a formar uma conjunção exata nos céus, especificamente em 25 Capricórnio 12'. Essa é a informação que consta na página 91 do livro "Tables of Planetary Phenomena - Second Edition", produzido pelo memorável Neil F. Michelsen.
Essa conjunção me parece muito importante porque ela acontece num momento no qual o Brasil, dentro de poucos anos, mudará de regime político, adentrando uma ditadura que durará até quatro anos depois da próxima conjunção Júpiter-Saturno, que ocorreu no signo de Libra e marca a mudança de triplicidade das conjunções, passando da terra para o ar. Mais importante ainda para mim é que a conjunção ocorre no signo de Capricórnio, que nada mais é do que o Ascendente da Carta de Ingresso do ano da Independência do país. Essa evidência fala a favor de adotarmos um Ascendente Capricórnio para o país, pois dentre várias conjunções, aquela que ocorreu em Capricórnio coincidiu com esse significativo divisor de águas.
Analisando a conjunção, algumas coisas vêm à tona. Os próximos 20 anos seriam difíceis, marcados por ordem exacerbada e repressão porque Saturno está mais forte que Júpiter na conjunção, além deste se encontrar em queda. Saturno teria completo domínio da situação por estar no seu domicílio. Júpiter seria recebido por Saturno, o que melhora o estado do planeta, porém todos os ideais Jupiterianos de liberdade e igualdade estariam na dependência da repressão do grande maléfico. Saturno, por outro lado, está dignificado num signo bestial, frio e seco.
É senso comum que um maléfico tem o seu potencial destrutivo abrandado se poscionado em seu próprio domicílio. Isso é uma verdade clara e comprovada pela experiência, que não deve ser subestimada frente ao senso comum que impera a respeito da ditadura militar. Aqui devemos ser racionais e concluir apenas algumas coisas, mesmo assim contrariando o sendo hegemônico da imprensa. Somos bombardeados de informações apontando que a ditadura é ruim, mas a pergunta que não quer calar é: ruim para quem? O povo brasileiro tinha ainda uma grande porcentagem de analfabetos e de gente abaixo da linha da pobreza. Essas pessoas não tinham recursos para concluir que a ditadura era ruim. Essa é uma conclusão digna de um público mais esclarecido, e aqui temos as classes que mais sofreram durante o período de repressão: os estudantes, a imprensa e a classe intelectual brasileira.
De fato, a ditadura foi responsável por alguns dos horrores que marcam a história do nosso país, como por exemplo epidemias, cuja notificação pela imprensa era proibida pelo ministério da saúde, a fim de não causar pânico e passar a falsa ideação de que tudo estava sob controle. O que estou querendo enfatizar é que o regime militar, à parte das atrocidades já conhecidas por nós, não piorou as condições socioeconômicas da população: a ditadura foi uma crise na democracia do país, mas não podemos dizer o mesmo em se tratando da economia. Nesta dimensão, ao contrário, o Brasil experimentou uma expansão econômica às custas de um grande endividamento, cujas consequências seriam sentidas não naquele momento, mas na próxima conjunção, ocorrida no signo de Libra.
Ainda é precoce para falarmos em alguma coisa, mas fica aqui duas hipóteses:
- Encontramos mais uma evidência de que o Ascendente do Brasil é Capricórnio;
- Quando Saturno predomina na Grande Conjunção e está em bom estado cósmico, os governos investem na estrutura do país de um modo mais intenso. Nessa conjunção, o país experimentou construções faraônicas, como a Ponte Presidente Costa e Silva, mais conhecida como Ponte Rio-Niterói.
Maiores detalhes sobre a conjunção serão catalogados estudando a carta de ingresso do ano em que ela ocorreu, além de outros detalhes que serão explicitados em outros artigos.
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