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coisas que voce não aprendeu - parte 2: o retorno da luz

Hoje vamos aprender um conceito muito interessante na dinâmica dos aspectos chamado "retorno da luz", também chamado de "Retorno da Virtude".

Quando um planeta "A" se aplica a outro "B", "A" compromete sua disposição e virtude ao outro. Se o planeta que receber a disposição estiver retrógrado ou em combustão, ele retorna a luz de "A" a ele mesmo.

O retorno de luz pode ser bom ou ruim. Se "A" estiver cadente e receber a luz retornada de "B", isso indica que o assunto não melhorará. O aspecto aplicativo de "A" cadente para "B" seria como um pedido de ajuda de uma pessoa com problemas e sem condições de agir a outra que possua melhor condição. Se "B" retorna a luz, é como se o pedido fosse negado, o que coloca "A" sem esperança alguma... Por outro lado, se o planeta "A" estiver angular ao se aplicar a "B", caso este retorne a luz, então o retorno é com melhoramento. Para saber que tipo de melhoramento é esse, leia o próximo parágrafo.

As fontes tradicionais não dizem exatamente o que ocorre após o retorno da luz, seja ele com melhoramento ou não. Alguns astrólogos - eu incluso - continuam analisando os próximos aspectos que o planeta realizará dentro do signo onde ele está originalmente posicionado. No meu mapa, a Lua em Touro angular se aplica a Júpiter retrógrado, que por estar assim retorna a luz lunar a ela mesma. Como o retorno da luz a um planeta angular é com melhoramento, para mim isso significa que devemos continuar a procurar um planeta ao qual a Lua se aplicará enquanto estiver em Touro. Depois de Júpiter, a Lua se aplica a Vênus em Aquário, que recebe o luminar em seu signo e pode resolver os assuntos que a Lua representa na minha figura.



Vejamos um outro caso - desta vez, infeliz - na mesma figura. Marte, regente do Ascendente, está em detrimento e retrógrado no signo de Libra. Ele recebe a aplicação do Sol em Aries e, por estar retrógrado, retorna a luz Solar. Como o Sol está cadente do Ascendente, o retorno não significa melhoramento para a questão. Ao analisar essa figura, Steven Birchfield disse que o Sol cadente recebendo o retorno da luz de marte implica uma questão sem início nem fim, a depender das casas que o sol rege. Eu mesmo considerava que o retorno da luz de marte ao sol deveria ser seguida da análise do aspecto posterior do Sol, que na figura seria uma oposição a Saturno, coisa que Steven não analisa.

Ainda não tenho condições de deduzir que o retorno de luz a um planeta cadente implique na falta de desfecho da questão. Talvez outros diálogos com Steven e outros colegas possam me esclarecer. Enquanto isso não ocorre, tomo por verdade o fato do retorno da luz a planetas angulares implicar a continuação da questão por aplicação ao planeta seguinte.

O próximo post vai nos ensinar a interpretar as recepções e o último planeta a receber a aplicação de outro: tudo tem um início e um fim. Ou quase tudo.

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