Pular para o conteúdo principal

analfabetos celestiais.


Existe um livro de Rumen Kolev cheinho de fotos como esta. O livro é caro porque as fotos são feitas de papel fotográfico e coladas no livro, é mole? Sabia que você pode fazer uma astrologia totalmente diferente da nossa hoje em dia só observando os céus? Não falo da astrologia medieval, e sim da Babilônica. Antes de você pensar que eu desisti da astrologia medieval, apenas quero mostrar que algumas coisas das quais falo depende da observação celeste, na qual somos (e sou) analfabetos. Eu não sei nem encontrar o norte geográfico, muito menos observar Aldebaran!

Você já identificou aquele grande halo de luz que emerge do mar como o Sol, e provavelmente achou que aquele pontinho prateado acima do sol é vênus. Bela imagem, não? Sabia que vênus está oriental na foto?

Vênus está oriental porque ela aparece primeiro que o sol no amanhecer, no oriente. Se ela aparecesse depois do pôr-do-sol, seria chamada de ocidental. Esses conceitos são apenas observatórios, ou não?

Essa é a parte observatória da astrologia que se mantém importante na astrologia medieval, porque essas definições definem se um planeta está forte, se seus significados acontecerão tarde ou cedo na vida, etc. Alguns planetas são melhores quando orientais, outros ocidentais.

Essa é a grande distinção entre a astrologia moderna e a antiga. O nosso céu hoje se resume a uma tela de Solar Fire, e assim fica difícil perceber a importância de conceitos como a orientalidade e a ocidentalidade. Quando um planeta está ocidental, um dia inteiro teve de passar para ele aparecer. É por essa razão que os significadores ocidentais acontecem no fim da vida.

Confesso que ver uma imagem como a acima despertou um sentimento forte no meu peito, por ver os planetas que tanto uso, como se fossem personagens de um livro que gosto. Antes, eu os conhecia somente pelas descrições. Nunca eu reparei num planeta ao vivo, somente eclipses lunares e olhe lá. É difícil e somos analfabetos celestiais, mas um dia isso acaba.

Comentários

  1. Rodolfo,

    Tem um programinha que é bem legal e ajuda bastante a reconhecer a localização de planetas e constelações no céu. É o Stellarium (www.Stellarium.org). Ele mostra em tempo real como são visualizados os astros no céu de qualquer ponto de observação da Terra. A representação gráfica é bem bonita.

    As vezes gosto de identificar estrelas e ou planetas da janela daqui de casa usando o programa.

    Vale a pena para quem se interessa sobre observação celeste.

    Giuseppe

    ResponderExcluir
  2. Amei! E que foto.. Sabe que daqui de casa posso ver o céu estrelado todas as noites, e até arrisco uns palpites sobre "quem é quem"? ;-) Sem falar que já vi inúmeras estrelas cadentes. Quem diria que em pleno Rio de Podreiros conseguiríamos essa façanha?

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Como interpretar uma Revolução Solar?

No post anterior eu comecei a falar sobre o método de previsão mais popular da idade média e renascença: direções primárias + revolução Solar. Também lancei no ar uma frase não-tão-enigmática assim:
Na revolução, qualquer coisa que signifique o nativo deve estar em contato com qualquer coisa que signifique o evento Neste artigo, vamos decifrar a frase acima: você aprenderá a interpretar uma revolução solar de um modo minimamente decente pra você já fazer alguma previsão.

Para ter um entendimento satisfatório desse artigo, você precisa saber alguma coisa de astrologia: o que cada casa e planeta podem representar, o que são partes árabes, e o que são aspectos/conjunções. É um artigo para os já iniciados, mas você que está começando agora pode consultar outras fontes pra entender o que falo aqui - com a internet, não será difícil.

Como nascem os eventos? As aulas de astrologia horária que você anda fazendo com o tio William Lilly deveriam te levar a mais além de encontrar seu cachorro. E…

As Casas da Morte.

Quando se pensa em morte na Astrologia Moderna, após uma série de desculpas e desembaraços para se lidar com o tema, vem a nossa mente a Casa VIII. Na Astrologia Medieval, essa também é a Casa usada para a questão, porém existem mais duas que tem participação na delineação da morte: As Casas IV e VII. Como muitas coisas dos livros antigos, elas são citadas porém não são explicadas. Tal qual um rabino dedicado ao estudo do Torá, temos de buscar algum sentido para aquilo se quisermos "digerir" os aforismos. Caso contrário, estes passarão incompreensíveis ao nosso entendimento.

A Casa VII é o lugar onde os planetas se põem, e portanto guardam uma representação simbólica de morte. Autores gregos também consideram planetas na VII como representantes de eventos que acontecerão no fim da vida do nativo.

A Casa IV marca o fim de um ciclo, pois a partir dela o planeta volta a "subir" rumo ao Ascendente. Muitos autores usam a Casa IV para simbolizar as coisas que acontecem ao …