Pular para o conteúdo principal

Manifesto da Astrologia Medieval

  1. Não faço astrologia para ser o Guru de nenhum consulente; falo minhas previsões desapaixonadamente, porém com sabedoria, não me furto de dizer o que penso, mas sei que muitas coisas escritas nas cartas não hão de acontecer;
  2. Astrologia serve como prognóstico, e não aconselha a ninguém, pois a pessoa há de enfrentar seu destino cônscia dele ou não;
  3. O cálculo da expectativa de vida deve ser realizado em segredo e tem importância médica, não para fomentar algum prazer sádico do astrólogo, como alguns psicologizantes demagógicos defendem;
  4. Não confio numa astrologia onde "tudo pode ser tudo";
  5. Sigo a tradição dos mestres medievais e do período grego clássico, de Ptolomeu e do pseudo-Ptolomeu divulgado pelos árabes; qualquer coisa além disso deve ser confirmada pela prática.
  6. Sobre o item 5, por preferência pessoal e histórica repudio os autores pós-renascença SIM.
  7. Os planetas maléficos sempre indicarão experiências mais difíceis. Na melhor das hipóteses, experiências que propiciem frutos a longo prazo ou que envolvam muito esforço físico.
  8. Os signos do zodíaco não dizem nada per se. A astrologia do signo solar é falha e deve ser substituída por um modelo que priorize a visão completa e irrestrita do mapa como um todo.
  9. O mapa astral pode sim indicar traços psicológicos com exatidão, mas daí a afirmar que essa é sua única função é um reducionismo que ignora mais de dois mil anos de tradição na qual se constata o uso do mapa natal para se prognosticar eventos externos ao nativo, bem como sua expectativa de vida, prosperidade financeira e status.
  10. Qualquer repúdio aos aforismos acima faz de você um reformador da astrologia. Fique longe de astrólogos medievais e de blogs como esse. Você vai se assustar.

Comentários

  1. Gostei! Eu sou corajosa, não me assusto, até porque já me assustei e muito com tudo que me aconteceu na vida. Contra os astros, sei lá, nem reza adianta au "padimpadiciço". ;-)

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Como interpretar uma Revolução Solar?

No post anterior eu comecei a falar sobre o método de previsão mais popular da idade média e renascença: direções primárias + revolução Solar. Também lancei no ar uma frase não-tão-enigmática assim:
Na revolução, qualquer coisa que signifique o nativo deve estar em contato com qualquer coisa que signifique o evento Neste artigo, vamos decifrar a frase acima: você aprenderá a interpretar uma revolução solar de um modo minimamente decente pra você já fazer alguma previsão.

Para ter um entendimento satisfatório desse artigo, você precisa saber alguma coisa de astrologia: o que cada casa e planeta podem representar, o que são partes árabes, e o que são aspectos/conjunções. É um artigo para os já iniciados, mas você que está começando agora pode consultar outras fontes pra entender o que falo aqui - com a internet, não será difícil.

Como nascem os eventos? As aulas de astrologia horária que você anda fazendo com o tio William Lilly deveriam te levar a mais além de encontrar seu cachorro. E…

Como interpretar uma revolução solar - segunda edição

Eu tenho meus problemas em editar artigos antigos porque eles refletem meu pensamento num dado tempo e espaço, e considero um sacrilégio apagar essa memória. Como eu tenho novas ideias sobre como interpretar revoluções solares, achei conveniente criar um novo artigo com o mesmo nome, se diferenciando apenas com o subtítulo “última edição" Revolução solar são trânsitos sofisticados sobre o mapa natal Simples assim. Eu me cansei de interpretar revoluções solares isoladamente e dar com os burros n’água. Interpretar revoluções solares baseando-se nas posições de casa e de planetas natais é a solução para deixar tudo claro como cristal. Vamos começar com a minha revolução de 2016: O ano de 2016 teve dois principais acontecimentos: eu viajei para a Itália pela primeira vez e meu filho nasceu. Se usarmos somente a revolução solar, fica fácil ver que o filho nasce, pela presença do regente do ascendente da RS, lua, no quinto signo, escorpião, em sextil a júpiter e em trígono com vênus. …