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filosofia e astrologia

É comum atualmente associar-se uma filosofia a astrologia para justificá-la perante o raciocínio moderno. Mais comum é vê-la de mãos dadas ora com Jung, ora com Freud. Vocês mesmo perceberão que o autor do blog recorreu a Freud para explicar um ponto no mapa chamado Almuten Figuris, há alguns posts atrás.

Essa constante recorrência a conceitos modernos negligencia algo importante sobre a astrologia: o modo como os constituintes dessa ciência (planetas, signos, casas, números, elementos) estão dispostos traz em si uma filosofia e religiosidades inerentes. O conhecimento desses saberes antigos poderia nos ajudar a entender como deveríamos encarar a astrologia, antes de criarmos mais um raciocínio baseado num filósofo moderno. Uma vez sabendo o que cada elemento representa, saberíamos o que esperar do céu com maior exatidão. O que se faz hoje em dia é se desfazer da tradição interpretativa astrológica em prol de uma filosofia que levante o estandarte dos conceitos modernos (dentre eles o livre-arbítrio), porém mantém-se toda a estrutura anterior - planetas, casas e signos - quando na verdade se cria uma grande incoerência entre o discurso e a estrutura!

Então qual seria a filosofia e a religião por trás da astrologia? Essa resposta pode ser encontrada no hermetismo e no Egito!

A associação entre o Egito e a astrologia não é nova, mas as mais recentes traduções de livros antigos reavivaram essa associação. Vettius Valens é o registro mais antigo de uma prática astrológica grega. Em diversos trechos de sua Antologia, ele cita trechos do que seria um livro de astrologia, cujo autor seria um "Rei". Não há explanação maior do que essa em seu tratado, mas, para alguns tradutores, esse Rei nada mais foi do que um Faraó!

Se você está interessado no que seria o "Hermetismo", procure no site de Robert Zoller, postado no link ao lado. Seus artigos são baratos (cerca de dez reais), e vão lhe dar uma bons resultados de estudos da história da astrologia.


Rodolfo Veronese é um futuro médico que acha prescindível conhecer psicologia analítica e filosofias pós-modernas para se estudar astrologia.

Comentários

  1. Oi Rodolfo,
    recebi sua resposta, muito obrigada pela atenção.
    respondendo sua pergunta... eu não sou essa pessoa, rs
    apesar do meu nome começar com a mesma sílaba.
    simplesmente adorei os sites que vc recomenda no seu blog... muito bons!
    quanto ao post... adoro filosofia, principalmente kant, heidgger, e o shopenhauer, que pra mim é melhor até que niet. hehehe
    já ouvi pessoas dizerem que filosofia não leva a nada porque não é "pragmática"... não entendi muito bem essa colocação pois, pra mim a filosofia é totalmente pragmática, é ela que nos leva a questionamentos importantes para o nascimento da ciência em si.
    Pra mim a filosofia e a psicologia são essenciais e andam sempre juntas...

    Abs!

    Gilciana

    ResponderExcluir
  2. Realmente você tem razão. É como se "nos" enchêssemos de vergonha ao pronunciar a frase "gosto e estudo Astrologia". E como Jung (nunca li um livro dele, aliás, só partes separadas) mergulhou no estudo dos astros, todos acharam por bem citá-lo constantemente.

    No seu último comentário está a palavra "prescindível". Não se faz necessário o uso do prefixo "im", mas você pode vir a precisar dele um dia.

    E o que você chama de "Psicologia Analítica"? Talvez uma coisa não exclua a outra e o enfoque hermético pode existir tranquilamente tanto num filme de Pier Paolo Pasolini como na Astrologia aliada a Psicanálise e aos filósofos contemporâneos.

    Aliás, esqueci de colocar meu e-mail de comunicação; é porque no "blogger" não tem esse item como nos outros blogs que visito. Então, lá vai, caso você queira me responder: ginaklarrobabol (e o resto todo mundo sabe.. ponto.. enfim)

    Abraços

    ResponderExcluir

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