Pular para o conteúdo principal
Quer dizer que você, um homem do século XXI, de uma época cercada de inteterminismo e liberdades individuais, opta por uma prática astrológica de mais de mil anos. Por quê?

Apesar da pergunta sugerir a obsolescência dos métodos medievais, concluo que o estudo da astrologia medieval e clássica tem um propósito muito atual: a busca da precisão astrológica.

Há vinte anos atrás algum astrólogo publicaria um método novo de progressão dos planetas; esse método se espalhava febrilmente pela comunidade astrológica. Muitos viam nele a princípio como a panacéia astrológica, que extirparia da arte o germe da imprecisão. A matemática e a acurária das efemérides eram a espada e o escudo, protegendo e atacando esse flagelo. Astrólogos como Alexander Marr criavam sistemas de casas novos a fim de buscar o método preditivo mais correto, aquele que melhor se sincronizava com a vida do indivíduo.

Há cerca de dez anos atrás, inicia-se um processo que perdura até hoje. Textos de astrologia datados de mais de quinhentos anos são traduzidos e disponibilizados para estudo a comunidade astrológica.

Quando observamos a acurária dos métodos medievais e clássicos, percebemos algo interessante. Persegue-se esses métodos na esperança moderna de encontrarmos a técnica astrológica mais precisa. Por mais infantil que seja esse raciocínio, só fechando nossos olhos para negar o clima de excitação que pairava sobre a comunidade astrológica com o início dos estudos de astrólogos clássicos. Os jornais especializados da época só faltavam resumir essas pesquisas como a "busca pelo cálice sagrado".

Será que encontrarão aquilo que desejaram no início da busca? Não preciso ter a experiência de Robert Hand para concluir que NÃO. Ao longo dos meus estudos, percebo que a acurária de uma técnica antiga isoladamente é igual ou menor que uma recente. o ideal de perfeição neoplatônico implicava em certos "recursos matemáticos" conhecidos por nós até hoje. Um deles é o arredondamento... Frente a essas observações, o que a astrologia medieval nos possibilita?

Quando comecei a estudar, a resposta veio doce aos meus ouvidos... Seu estudo nos possibilita um ganho incomensurável de sabedoria na prática astrológica. Ela só vem a confirmar prátcas existentes até hoje, como a necessidade de mais de uma técnica na hora de se fazer um julgamento. Mais do que isso, trouxe-nos de volta a oportunidade de julgar um mapa com mais objetividade, coisa praticamente abolida pela subjetividade da astrologia psicológica.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Como interpretar uma Revolução Solar?

No post anterior eu comecei a falar sobre o método de previsão mais popular da idade média e renascença: direções primárias + revolução Solar. Também lancei no ar uma frase não-tão-enigmática assim:
Na revolução, qualquer coisa que signifique o nativo deve estar em contato com qualquer coisa que signifique o evento Neste artigo, vamos decifrar a frase acima: você aprenderá a interpretar uma revolução solar de um modo minimamente decente pra você já fazer alguma previsão.

Para ter um entendimento satisfatório desse artigo, você precisa saber alguma coisa de astrologia: o que cada casa e planeta podem representar, o que são partes árabes, e o que são aspectos/conjunções. É um artigo para os já iniciados, mas você que está começando agora pode consultar outras fontes pra entender o que falo aqui - com a internet, não será difícil.

Como nascem os eventos? As aulas de astrologia horária que você anda fazendo com o tio William Lilly deveriam te levar a mais além de encontrar seu cachorro. E…

o melhor livro de astrologia dos últimos tempos.

Você, leitor que começa a se interessar em astrologia, está diante de uma chance única de começar a aprender a arte da melhor forma possível. Nesse artigo, eu apresento um link com o download para o melhor livro de astrologia medieval com o qual eu me deparei nos últimos tempos.

Acho que não estou exagerando. Invejo quem começaria a estudar astrologia pelo que vou apresentar nesse artigo. Se em 2003, ano em que comecei a me interessar por astrologia, alguém me oferecesse esse livro, teria poupado minhas retinas de uma colossal quantidade de lixo.

Talvez, por ainda não ter visto tanto lixo, eu não saberia valorizar o momento em que me deparo com uma obra como essa. Valorizando ou não, se tivesse essa obra nas minhas mãos inexperientes em 2003, teria começado a estudar astrologia em alicerces sólidos o bastante para que deles eu não saísse nunca mais.

Livros bons, trabalho árduo (para obtê-los)  A astrologia praticada de forma mais aprofundada é um saber não tão popular quanto se pen…