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A relação entre o ocupante do signo e seu regente

Observe mais fragmentos das obras de Johannes Schoener, Três livros sobre o Julgamento das Natividades e Abu Ali Al-Khayyat, autor de "O Julgamento das Natividades", respectivamente:

"Os regentes das casas so Sol, de dia, e de Saturno, a noite, significam os futuros acidentes do pai [do nativo]"

"Mas se o Sol estiver num local adequado em natividades diurnas, e os regentes da sua triplicidade estiverem em casas malignas, isso significa que o pai estará em circunstâncias apropriadas no momento da natividade, mas [se encontrará] em circunstâncias infelizes no futuro."


O que nós vemos implícitos nesses trechos é o santo graal da interpretação astrológica. Os regentes indicam circunstâncias futuras em relacão aos assuntos da casa, além de uma relação de ação (planeta ocupante) e causa (planeta regente).

Para que o leitor entenda, basta observar a figura ao lado. Temos a lua em escorpião na casa 2. A lua está em queda, representando que os apetites do nativo voltados para a conquista material (lua na casa 2) poderão levá-lo a uma posição de queda. Se analisarmos o regente da casa escorpião e dispositor da lua, marte, ele se encontra em Leão, peregrino na casa onze (apoio dos amigos e grupos).

O que isso representa: em primeiro lugar, o nativo mantém apetites quase instintivos para a aquisição de bens (lua em escorpião). Isso caminha para um desdobramento tal que leva a brigar com seus amigos e grupos - marte na casa 11. Robert Zoller diz que planetas na casa onze, mesmo sendo maléficos, acabam se tornando "amigos" do nativo. Poderíamos dizer então que o comportamento lunar das posses tembém pode levar ao indivíduo fazer amizades com pessoas "marcianas": que falam alto, que são agressivas, conquistadores.

Às vezes somente o nativo entenderá a relação entre regente e ocupante. Ela se desdobra numa série de manifestações, porque o símbolo astrológico é multifacetado. por exemplo, se você tem o regente da casa nove na onze, seus amigos podem ter conexão com o estrangeiro, com a vida universitária ou com religião, por que uma casa abriga vários assuntos, com um mesmo significado subjacente. No exemplo acima, talvez indivíduo, querendo ganhar mais e mais, se envolva com pessoas tão ambiciosas quanto ele, na tentativa de conseguir mais posses pelo esforço conjunto.

Esse princípio pode ser aplicado a qualquer regente, incluindo os planetas regentes de partes árabes. Veja esse trecho, de Johannes Schoener:

"O regente da parte da mãe, e o regente da parte dos servos (ambos são marte na décima primeira casa), predizem que vantagens virão através da sua mãe e dos seus servos."

Se um planeta está no segundo signo da casa, o regente dele ainda é considerado o regente da cúspide. Por exemplo, se eu tenho júpiter em escorpião na casa 7, cuja cúspide se encontra em Libra, então vênus é seu regente, e não marte. Todavia, alguns autores defenderão a participação de marte sobre o estado cósmico de júpiter.

Podemos, no exemplo da figura acima, deduzir mais uma informação: a relação entre causa e efeito. A lua em escorpião traduz-se no efeito de marte em leão. Ou seja, o nativo possui uma perda de bens ou de recursos, representada pela lua em escorpião. E qual é a causa disso? Marte em Leão, as brigas com amigos e grupos. A casa onze pode ser também as posses do estado (a segunda casa a partir da décima), então isso pode representar que o nativo tenta usurpar o patrimônio público, gerando com isso perda de recursos pessoais. Talvez o mativo perca dinheiro em processos movidos pelo estado, indenizações...

Comece a usar as regências. Elas aprimoram a interpretação.

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