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O "Quando" na astrologia moderna

Quando um astrólogo medieval observava a carta de um cliente, ele procurava eventos. Esses eventos aconteceriam nos períodos regidos pelos planetas envolvidos. Para se chegar a eles, nos valemos de técnicas como os períodos planetários e as profecções (vide o antepenúltimo tópico).

Ainda vemos os ecos dessa abordagem na Astrologia pós-moderna. Basta ler o capítulo sobre plutão no "As doze casas" de Howard Sasportas, para percebermos que plutão representará momentos de transformação profunda na área onde ele se encontra no mapa. Assim, se eu tenho plutão na casa sete, minha vida sofrerá uma total perda de sentido e ressignificação através de parcerias.

O grande problema é o elo perdido da interpretação moderna: quando será?

Nós temos trânsitos, progressões, midpoints, mas em nenhum deles temos uma indicação direta dos períodos onde plutão indicaria um total esvaziamento de sentido e significação na área onde ele está. Os autores modernos nos ensinam a supor.

Eu falo de plutão, mas olhe qualquer planeta e diga: quando se manifestará?

A astrologia moderna responde: sempre tem que acontecer. Marte na cinco sempre será uma coisa, mesmo que seja a pessoa ser a conquistadora dos programas culturais.

É nesse "sempre tem de acontecer" que reside o perigo sobre qualquer casa, mas tomarei o exemplo de uma região insólita do mapa: a casa XII. Essa região do zodíaco sempre foi reputada ao desepero, aos desregrados, aos exilados, aos impedidos. Alguém é assim durante toda a vida? Então urge aqui responder à pergunta: quando?

É por isso que todas as interpretações modernas sobre a casa 12 caminham progressivamente para a "privacidade". Difícil de entender? Este termo se configura entre os últimos recursos do astrólogo quando ele não sabe o que aquele planeta de casa 12 representa. Ele vai e diz: "o nativo gosta de desfrutar de privacidade." Ora meus caros, qual é a alma que não goza de repouso taciturno por pelo menos alguns minutos ao dia?

Pelos períodos planetários e profecções, temos uma maneira viável de tornar o "quando" mais acessível. E assim saberemos períodos fáceis e difíceis da vida do nativo, com o intuito dele se preparar psicologicamente.

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