Pular para o conteúdo principal

o dono da palavra

Quem detém o direito de dizer as palavras? Aleatoriamente, aléias de palavras se alinham frente ao cortejo de uma dor. Mas um dia alguém ridicularizou o cortejo de uma dor pomposa, imperial, e se entregou aos caprichos de uma puta insofismável no porto onde não se vislumbra mais nada além do mar. Puta dor. A existência perdeu sua coroa, cravada de Platãos, Aristóteles e Paulos, Agostinhos e Manilli. E vergonhosamente o poeta se orgulha de citá-los, pois hoje os jeitinhos alcançaram seu posto ao lado da filosofia e da poesia, e flertam-se assumidamente. A confusão entre jujubas rock e tartes de minuetos.

Sustentando as vísceras remexidas com a última verdade, continuo a escrever com alguma persistência, calcada na esperança de que o sustentar de um lento gozo é possível. Espero o aplauso passivamente, e dolorosamente sei residir nessa expectativa o recomeço de um lento ciclo da purificação de um brâmane que vê a miséria do alto de sua murada. De vislumbrar todos os gozos possíveis, até dos que partem de um masoquismo, o poeta sofre. As notas menores são escolhidas para se enviar ao ouvinte a tristeza. A escolha se encontra num limbo de impotência tal que duvida se a vida pode se recriada através de uma alegria.

O menino está descobrindo a vida, e o texto o obriga a assentar as necessidades a métrica do dissertar, três parágrafos, conclusão e nexo. A música se acaba mostrando notas com ares de epílogo, as notas não saem dessa verdade após se conhecer a música, mesmo esperando algo súbito interrompa a letr

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Como interpretar uma Revolução Solar?

No post anterior eu comecei a falar sobre o método de previsão mais popular da idade média e renascença: direções primárias + revolução Solar. Também lancei no ar uma frase não-tão-enigmática assim:
Na revolução, qualquer coisa que signifique o nativo deve estar em contato com qualquer coisa que signifique o evento Neste artigo, vamos decifrar a frase acima: você aprenderá a interpretar uma revolução solar de um modo minimamente decente pra você já fazer alguma previsão.

Para ter um entendimento satisfatório desse artigo, você precisa saber alguma coisa de astrologia: o que cada casa e planeta podem representar, o que são partes árabes, e o que são aspectos/conjunções. É um artigo para os já iniciados, mas você que está começando agora pode consultar outras fontes pra entender o que falo aqui - com a internet, não será difícil.

Como nascem os eventos? As aulas de astrologia horária que você anda fazendo com o tio William Lilly deveriam te levar a mais além de encontrar seu cachorro. E…

As Casas da Morte.

Quando se pensa em morte na Astrologia Moderna, após uma série de desculpas e desembaraços para se lidar com o tema, vem a nossa mente a Casa VIII. Na Astrologia Medieval, essa também é a Casa usada para a questão, porém existem mais duas que tem participação na delineação da morte: As Casas IV e VII. Como muitas coisas dos livros antigos, elas são citadas porém não são explicadas. Tal qual um rabino dedicado ao estudo do Torá, temos de buscar algum sentido para aquilo se quisermos "digerir" os aforismos. Caso contrário, estes passarão incompreensíveis ao nosso entendimento.

A Casa VII é o lugar onde os planetas se põem, e portanto guardam uma representação simbólica de morte. Autores gregos também consideram planetas na VII como representantes de eventos que acontecerão no fim da vida do nativo.

A Casa IV marca o fim de um ciclo, pois a partir dela o planeta volta a "subir" rumo ao Ascendente. Muitos autores usam a Casa IV para simbolizar as coisas que acontecem ao …