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Pensou nos dias de seus pais, em um instante eternizado ritalee cantava "pra onde eu vou..." e as pessoas eram felizes, mas havia a angústia da morte sondando a todos, e os risos tornavam-se debilóides, um rir sem razão, frente a um medo infantil do desconhecido. O riso sugeria, vamos comprar um doce na esquina e entrar em decomposição, diziam as calças boca-de-sino, os cortes de cabelo, as ilusões sem pé nem cabeça, o infeliz cantando "segura na mão de deus e vaaaai"...

A travessia começou. A música batia na mesma tecla, "pra onde eu vou", pra onde eu vou, pra onde eu vou, lembrou da travessia dos heróis mitológicos, mas era simplesmente a travessia rotineira da baía, entre duas cidades banais.

Sozinho com seu irmão ao lado, restava um debilóide, um aleijado mental do qual se condoía, chorava pelos cantos miserável de si. Chorava de si. Vazio vazio vazio.

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