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Eu desenho Mangá

Tudo que li de astrologia até hoje eu posso jogar fora. A cabeça muda, os hábitos e livros idem. Persiste, contudo, uma idéia fixa de, através dos elementos esotéricos que disponho, criar um roteiro de mangá. Neste texto vou falar um pouco da minha visão sobre esse estilo.
Gosto muito de mangá; não sei se deixo isso transparecer em meus escritos. Sempre desenhei dessa forma. É a coisa simples mais difícil que já fiz. Um mangá engana muito quem o assiste, pois à primeira vista os desenhos são simples. Quem se embrenha por esse estilo chega a uma conclusão diferente. É muito tênue a diferença entre um braço sinuoso, bonito, esguio, e outro com saliências que não existem, com um traço espesso, feio às retinas.
Há quem diga que devemos perceber as formas ao nosso redor para desenharmos bem. Pois eu lhes digo que o mangá em alguns momentos faz o olhar do observador aceitar piamente formas não humanas. A escola da observação dá lugar, após anos de aprendizado, a um estilo próprio que, mais evidentemente do que em outros estilos de desenho, recria a forma e a plasticidade.
A caricatura é o principal atributo, mas ela é confeccionada de um modo tão particular que não se trata simplesmente de uma caricatura ocidentalizada. O desenhista erra se for por esse viés.
O princípio magno de quem desenha história em quadrinhos simples como a banda desenhada (quadrinho europeu) ou o mangá é o tudo-ou-nada, o contraste, a exclusão do meio tom e de formas medianas. É preciso explicar esse princípio, pois uso vocabulário que pode confundir com outros conceitos.
Estou me referindo à acentuação de formas grandes, e a exclusão de formas pequenas. Se uma forma pequena ou mediana torna-se indispensável ao olhar nós precisamos exagerar sua reduão frente às formas maiores.
Este é o primeiro item de uma série de artigos sobre mangá, expondo meu ponto de vista. A seguir, escreverei sobre "Ocidentalização do mangá" e finalmente, "A criação de um roteiro astrológico".

Comentários

  1. Curioso, também desenhava furiosamente, especialmente no colégio e faculdade.

    Rotulos, como mangá, podem expandir conceitos (fazendo apreciar obras como o Tezuka, Toriyama, Kojima, Inoue, Otomo, Oda) e toda a estrutura profissional por trás disso, ou restringir, como já assisti muitas vezes por aqui, fazendo garatujas primárias, sem proporção e olhos grandes, serem "perdoadas" como mangá (infelizmente, não preciso dizer qual tenho visto mais por aqui, não?)

    Já desenhou alguma figura planetária ?

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