Pular para o conteúdo principal

Plantaleão e os plantões

Estou vivendo uma tensão que deveria inexistir.
O ser humano cria seus problemas. Uma dualidade pode ser criada, para então ser sentida como um problema. Entidades podem ser conflituosas para uns e cooperantes para outros. Basta constituir uma situação como tal.
Fazer um plantão sábado ou em qualquer dia da semana não deveria ser sentido como algo que impeça o estudo na mesma hora, porque nessas horas eu não costumo estudar!
Mas essa é a questão! Eu deveria aproveitar! Eu deveria me lançar àquilo com o sabor da novidade, ler cada caso a fim de procurar a doença referida no livro de clínica médica, mas minha perspectiva só faz encontrar problemas, criar impedimentos, sentir náuseas com os pacientes mal-cheirosos (tenho de admitir isso, por mais triste que seja)...
Será que no fundo odeio os plantões? De outra forma não sentiria essa náusea que me abate quando penso que tenho de ir a um deles. Simplesmente porque sei que não encontrarei nada lá. E, se encontrar, não saberei aproveitar, pelas questões já citadas.
Mas não é só isso. Se continuo a freqüentá-los, mais que a obrigação da presença, é o prazer que sinto algumas vezes de libertar as pessoas das amarras do sistema de saúde pública, o prazer de acelerar a alta de um paciente são, isso me é motivo de júbilo. Não é alegria, posto que é sereno e silencioso, eu só posso chamar de júbilo. Quando posso agir sem depender de decisões médicas, tenho muito prazer. Esse lado complica mais ainda a minha decisão interna: desgosto do plantão por que ele me mostra minha ignorância? Minha impotência?
Falta discorrer mais sobre a medicina, mas agora preciso ir a uma aula.
Uma boa semana a todos.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Como interpretar uma Revolução Solar?

No post anterior eu comecei a falar sobre o método de previsão mais popular da idade média e renascença: direções primárias + revolução Solar. Também lancei no ar uma frase não-tão-enigmática assim:
Na revolução, qualquer coisa que signifique o nativo deve estar em contato com qualquer coisa que signifique o evento Neste artigo, vamos decifrar a frase acima: você aprenderá a interpretar uma revolução solar de um modo minimamente decente pra você já fazer alguma previsão.

Para ter um entendimento satisfatório desse artigo, você precisa saber alguma coisa de astrologia: o que cada casa e planeta podem representar, o que são partes árabes, e o que são aspectos/conjunções. É um artigo para os já iniciados, mas você que está começando agora pode consultar outras fontes pra entender o que falo aqui - com a internet, não será difícil.

Como nascem os eventos? As aulas de astrologia horária que você anda fazendo com o tio William Lilly deveriam te levar a mais além de encontrar seu cachorro. E…

As Casas da Morte.

Quando se pensa em morte na Astrologia Moderna, após uma série de desculpas e desembaraços para se lidar com o tema, vem a nossa mente a Casa VIII. Na Astrologia Medieval, essa também é a Casa usada para a questão, porém existem mais duas que tem participação na delineação da morte: As Casas IV e VII. Como muitas coisas dos livros antigos, elas são citadas porém não são explicadas. Tal qual um rabino dedicado ao estudo do Torá, temos de buscar algum sentido para aquilo se quisermos "digerir" os aforismos. Caso contrário, estes passarão incompreensíveis ao nosso entendimento.

A Casa VII é o lugar onde os planetas se põem, e portanto guardam uma representação simbólica de morte. Autores gregos também consideram planetas na VII como representantes de eventos que acontecerão no fim da vida do nativo.

A Casa IV marca o fim de um ciclo, pois a partir dela o planeta volta a "subir" rumo ao Ascendente. Muitos autores usam a Casa IV para simbolizar as coisas que acontecem ao …