02/05/2005
Para definir minha posição quanto a minha escolha vocacional preciso assinalar aqueles que não se parecem comigo.
Não sou como Clementino Fraga Filho, que em uma entrevista concedida à equipe de História da Medicina da FioCruz revelou que nunca pensara em ser outra coisa.
Igualmente não sou como Aldir Blanc, que ficou indeciso entre a medicina e a música até o fim da faculdade, e no último período, largou. Eu me situo num limbo entre Crementino Fraga e Aldir Blanc. Gosto de medicina, mas me sinto impelido a um destino mais criativo.
Falando da minha postura na faculdade: não sou muito dado a eventos, congressos, porque acho isso dispensável para mim atualmente, enquanto sou estudante. Eu mal formulei os conteúdos básicos na minha cabeça ainda, quanto mais ir a congressos! Não vou muito a chopadas e encontros dos estudantes de medicina, porque sempre fui caseiro e minhas preferências não são muito coniventes com o gosto preponderante nessas reuniôes. Também não nutro antipatia por ninguém, trato a todos com simpatia e procuro ajudar caso precisem de algo que saiba fazer. Normalmente, eles é que me ajudam.
Irrito-me com modismos que bombardeiam a medicina e impelem as pessoas, de um modo irracional, a adquirir quinquilharias ou realizar sacrifícios em vão. Só durante os três anos de medicina que já fiz promoveu-se na minha turma a ida a congressos desnecessários, um curso de sutura, e agora há uma onda insidiosa de compra de palm tops! Felizmente não dinheiro o suficiente pra entrar nessas ondas.
Aos detectores de inveja: adoro tecnologia, gostaria muito de adquirir um palm top, mas acho que a tão falada, na medicina, "relação custo-benefício" só me dá motivos para postergar essa compra. Não é por falta de dinheiro: quando vemos que é importante um objeto, fazemos de tudo para adquirí-lo, nos endividamos, vendemos nossas roupas...
Uma coisa é certa: essa compra de parafernália, inserida nesse contexto que falei, é muito suspeita, psicologicamente falando. Parece uma tentativa de consumar a angústia de alcançar a excelência. Quem percebe a impossibilidade dessa tentativa, como eu já percebi, pula do bonde rapidinho.
Em um meio onde as pessoas deveriam ser mais sensatas, pela quantidade de informação disponível, entram facilmente em compulsões populares sem se dar conta.
Vai ver que é muita informação e pouca reflexão.
Não sou como Clementino Fraga Filho, que em uma entrevista concedida à equipe de História da Medicina da FioCruz revelou que nunca pensara em ser outra coisa.
Igualmente não sou como Aldir Blanc, que ficou indeciso entre a medicina e a música até o fim da faculdade, e no último período, largou. Eu me situo num limbo entre Crementino Fraga e Aldir Blanc. Gosto de medicina, mas me sinto impelido a um destino mais criativo.
Falando da minha postura na faculdade: não sou muito dado a eventos, congressos, porque acho isso dispensável para mim atualmente, enquanto sou estudante. Eu mal formulei os conteúdos básicos na minha cabeça ainda, quanto mais ir a congressos! Não vou muito a chopadas e encontros dos estudantes de medicina, porque sempre fui caseiro e minhas preferências não são muito coniventes com o gosto preponderante nessas reuniôes. Também não nutro antipatia por ninguém, trato a todos com simpatia e procuro ajudar caso precisem de algo que saiba fazer. Normalmente, eles é que me ajudam.
Irrito-me com modismos que bombardeiam a medicina e impelem as pessoas, de um modo irracional, a adquirir quinquilharias ou realizar sacrifícios em vão. Só durante os três anos de medicina que já fiz promoveu-se na minha turma a ida a congressos desnecessários, um curso de sutura, e agora há uma onda insidiosa de compra de palm tops! Felizmente não dinheiro o suficiente pra entrar nessas ondas.
Aos detectores de inveja: adoro tecnologia, gostaria muito de adquirir um palm top, mas acho que a tão falada, na medicina, "relação custo-benefício" só me dá motivos para postergar essa compra. Não é por falta de dinheiro: quando vemos que é importante um objeto, fazemos de tudo para adquirí-lo, nos endividamos, vendemos nossas roupas...
Uma coisa é certa: essa compra de parafernália, inserida nesse contexto que falei, é muito suspeita, psicologicamente falando. Parece uma tentativa de consumar a angústia de alcançar a excelência. Quem percebe a impossibilidade dessa tentativa, como eu já percebi, pula do bonde rapidinho.
Em um meio onde as pessoas deveriam ser mais sensatas, pela quantidade de informação disponível, entram facilmente em compulsões populares sem se dar conta.
Vai ver que é muita informação e pouca reflexão.
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4 opiniões:
E tudo acaba em psicologia (ou astrologia?).
Cadê o humor?
Cadê os colaboradores?
Seu blog precisa de ajuda!
Beijosss
E tudo acaba em psicologia (ou astrologia?).
Cadê o humor?
Cadê os colaboradores?
Seu blog precisa de ajuda!
Beijosss
Quanto ao perfil... é demais, né?
mantém-se no anonimato, mas a namorada... a namorada que se dane, né?!
hahaha... heuheoiueheuruhe... kkkk.... rsrsrsrs
Beijos
Te amo!
Ainda sobre o perfil.
Algo que queria te falar, mas sempre esqueço.
Bem, tomemos como base o princípio de que astrologia é uma religião (e é mesmo).
Você acho normal que alguém dedique muito do seu tempo para uma religião? Ou melhor: será que isso é saudável?
Veja só: aqueles caras que vão pregando no trem. Dedicam muito do seu tempo para sua religião (evangélica). E veja como estão: loucos!
Se pensar demais em uma religião não é saudável, porque pensar demais em outra seria?
Porque é horrível um crente que fale demais de sua igreja?
Tire suas próprias conclusões... Pense, pense...
Te amo muito!