Pular para o conteúdo principal

A casa vazia

Ao ver meus amigos veteranos pululando conhecimento médico, sinto-me tão atrasado que começo a pensar porque há tanta exigência se não há esforço da minha parte.
Estou a par de muitas questões acerca do ensino médico; seus paradoxos, suas deficiências, seu limite. Talvez me certifique de tudo isso pelo simples fato de ser um aluno medíocre, e queira me armar contra um superego gigantesco.
A promessa de ser um médico mais humano não deve se contrapor ao fato de se saber muito. O saber não transforma ninguém num robô, mas o modo como apreendê-lo sim.
Nesse último episódio de Star Wars, George Lucas retratou os médicos que realizaram o parto de Padme como robôs. Eles captaram o que ela queria: "ela não quer mais viver", foi o que um deles disse a Obi wan Kenobi. Foi o primeiro robô médico, caridoso e preocupado com a essência de um ser humano que eu já vi no cinema (o menino de AI não era médico!). Fora da sala de partos, fora do centro hospitalar, talvez eles fossem desligados, pois não se dá nada a um robô que não seja combustível e lubrificantes. Lazer? Prazer?
Mas quando o médico que todos querem ser chega em sua casa vazia, ele tem a nítida impressão de faltar algo por outro local estar preenchido, substituído. A geladeira com um ou dois iogurtes uma lasanha congelada. Bebe seu refrigerante light sentado num canto da sala ouvindo pink floyd (echoes) lembrando-se de coisas belas que estão muito bem guardadas dentro de sua cabeça.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Como interpretar uma Revolução Solar?

No post anterior eu comecei a falar sobre o método de previsão mais popular da idade média e renascença: direções primárias + revolução Solar. Também lancei no ar uma frase não-tão-enigmática assim:
Na revolução, qualquer coisa que signifique o nativo deve estar em contato com qualquer coisa que signifique o evento Neste artigo, vamos decifrar a frase acima: você aprenderá a interpretar uma revolução solar de um modo minimamente decente pra você já fazer alguma previsão.

Para ter um entendimento satisfatório desse artigo, você precisa saber alguma coisa de astrologia: o que cada casa e planeta podem representar, o que são partes árabes, e o que são aspectos/conjunções. É um artigo para os já iniciados, mas você que está começando agora pode consultar outras fontes pra entender o que falo aqui - com a internet, não será difícil.

Como nascem os eventos? As aulas de astrologia horária que você anda fazendo com o tio William Lilly deveriam te levar a mais além de encontrar seu cachorro. E…

As Casas da Morte.

Quando se pensa em morte na Astrologia Moderna, após uma série de desculpas e desembaraços para se lidar com o tema, vem a nossa mente a Casa VIII. Na Astrologia Medieval, essa também é a Casa usada para a questão, porém existem mais duas que tem participação na delineação da morte: As Casas IV e VII. Como muitas coisas dos livros antigos, elas são citadas porém não são explicadas. Tal qual um rabino dedicado ao estudo do Torá, temos de buscar algum sentido para aquilo se quisermos "digerir" os aforismos. Caso contrário, estes passarão incompreensíveis ao nosso entendimento.

A Casa VII é o lugar onde os planetas se põem, e portanto guardam uma representação simbólica de morte. Autores gregos também consideram planetas na VII como representantes de eventos que acontecerão no fim da vida do nativo.

A Casa IV marca o fim de um ciclo, pois a partir dela o planeta volta a "subir" rumo ao Ascendente. Muitos autores usam a Casa IV para simbolizar as coisas que acontecem ao …